Cultura

Trienal presta tributo a Teddy Nsingui

O guitarrista Teddy Nsingui é homenageado hoje, às 21h00, no Palácio de Ferro, sede da III Trienal de Luanda.

Guitarrista é dos solistas mais solicitados do cenário musical angolano e dos instrumentistas com mais passagens nos palcos da Trienal
Fotografia: Cláudio Tambue | Trienal de Luanda

A homenagem, em forma de concerto de cordas (guitarras e hungo), tem a participação de Botto Trindade (viola solo), Mias Galheta (viola baixo), João Mário (viola ritmo), Brando Cunha (viola solo), Isaú Baptista (viola solo, Zé Mueleputo (viola solo), Timex (viola ritmo), Pirica Duia (violão), Jorge Mulumba (hungo) e Gato Bedseyele (cajon).
O guitarrista é dos solistas mais solicitados do cenário musical angolano e dos instrumentistas com mais passagens nos palcos da Trienal de Luanda. Em duas ocasiões, não ficou apenas com a guitarra, tendo actuado como vocalista, primeiro na actuação das Estrelas do Inter-Palanca e na homenagem ao músico Matadi Mário, principal responsável do seu regresso a Angola.
Teddy Nsingui nasceu aos 26 de Abril de 1954, em Maquela do Zombo, província do Uíge, mas ainda criança teve que se refugiar no então Congo Belga, hoje República Democrática do Congo, onde aprendeu os primeiros acordes de guitarra. Com Dally Kimoko, aperfeiçoou as técnicas e criaram uma formação com colegas de escola e, mais tarde, grava dois singles na Editora Ronno. No Congo, Nsingui entra no circuito artístico, fazendo parte da “TP OK Jazz” de Francó e da “Sosoliso do Trio Madjesi”, entre outras formações.
Em 1976, regressa para Angola, fazendo parte dos músicos angolanos residentes no então Zaire, que viriam a constituir o Inter-Palanca de Matadidi Mário Bwana Kitoko. Em 1980, ingressa na Orquestra Instrumental 1º de Maio e, com a reformulação desta, faz parte do Semba África. Com o fim desta formação, passa a actuar em várias formações como a Banda Madizeza e  Jovens do Prenda. Actualmente, é membro da Banda Movimento e do projecto Conjunto Angola 70.

Conexão gospel

O cantor, compositor e produtor Dodó Miranda apresenta-se amanhã, às 20h00, no Palácio de Ferro, no palco “Ngola” na III Trienal de Luanda. No concerto, o músico vai ter o suporte instrumental de Dilson Petter (bateria), Dalú Roger (percussão), Dieu le Veut (teclado), Mário Gomes (viola solo), Djoyce Groove (viola baixo), Elsa Paulo e Carine Mpoli (coro).
Nesta sua segunda passagem na III Trienal, o músico vai fazer uma incursão à sua vasta discografia com músicas como “Divinal poder” e “Isa lelu kwa Jesu”, dentre outras, fazendo, também, uma releitura de clássicos na vertente gospel, como canções do hinário. De salientar que, a 1 de Outubro de 2016, Dodó Miranda actuou no palco “Ngola” do Palácio de Ferro.
Adão João Gomes de Miranda, filho de pastores protestantes, nasceu a 12 de Dezembro de 1973, na República Democrática do Congo, após a fuga dos pais de Angola, devido à guerra. Dodó Miranda tem dado aulas de canto a vários músicos angolanos, assim como faz arranjos vocais de muitos projectos.
As suas capacidades vocais valeram-lhe a admissão, aos cinco anos, no grupo coral dos Embaixadores de Cristo, da Igreja da Comunidade Menonita, em Kinshasa. Anos mais tarde, ascendeu à categoria de director-técnico e regente deste grupo coral. Após o seu regresso ao país, ingressou na Academia de Música de Luanda em 1995.
Uma das vozes do trio Bumba Brothers (mais tarde MB Genius), com ele gravou o álbum “MB Genius”. Tem ainda os discos a solo “Assurance Plus”, “Embe”, “Maranata”, “Segurança máxima”, “Venha Jesus”, “Canções de Natal”, “Já é hora”, “Imbilenu Nzambi” e “Conexão gospel”.

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