Cultura

Trienal reconhece feitos do cantor Dionísio Rocha

Dionísio Rocha encerra hoje, às 21h00, o ciclo de homenagens da III Trienal de Luanda do mês de Julho, com um concerto à semelhança do que aconteceu com Carlos Lamartine e o rei Elias dya Kimuezo, completando o trio de artistas da chamada “Primeira Grandeza”.

Cantor é distinguido pela Fundação Sindika Dokolo pelos anos de carreira em prol da música
Fotografia: Edições Novembro |

Músico, investigador, promotor e agente cultural, Dionísio Rocha, autor de “Muconda diá Lemba”, “Semba Sambado”, “Cidade Linda”, “Mulher Angolana”, “Rumba Negra” e o dançante “Pemba Laka”, vai ter o suporte instrumental de Massoxi Kim (voz e dikanza), Miguel Correia (percussão), Chico Madne (teclado), Nino Groba (teclado), Teddy N’singui (viola solo) e Romão Teixeira (bateria), Mias Galheta (baixo), Quintino (guitarra ritmo), Mister Kim (voz e coro), Beth Tavira e Dorgan Nogueira (coros) membros da Banda Movimento.
Fazem ainda parte do elenco Joy Artur e Nicinha Rocha, filha do homenageado que teve passagem pela canção infantil, artistas que vão interpretar alguns temas desta “enciclopédia” da música e cultura nacional. Nascido há 71 anos, em Benguela, onde deu os primeiros passos no mundo da música, aos 8 anos, Dionísio Rocha já animava as actividades escolares no Bairro Benfica.
Ainda na terra das Acácias, fez parte do grupo infantil “Ngola Estrela de Benguela”. Posto em Luanda, aos 11 anos, ingressou no “Bota Fogo”, a seguir nos “Kimbandas do Ritmo” e “Os Negoleiros do Ritmo” e mais tarde aposta na carreira individual. “Luandos ao Luar” (2000) e “Mulher Angolana” (2013) são os trabalhos publicados a solo. Como integrante dos “Negoleiros do Ritmo”, participou no single “Ai Compadre” (1964) e em temas como “Riquita”, “Mukonda diá Lemba” e “Minha cidade”. Em 2006, o conjunto grava o CD “Sei que queres partir”. Dionísio Rocha teve a cumplicidade musical de Carlitos Vieira Dias, Rufino Cipriano, Eduardo Paim, Betinho Feijó, Zé Fininho, Esaú Baptista e outros instrumentistas nacionais e estrangeiros.

Inéditos de Ângelo Boss

Ângelo Boss realiza amanhã, às 20h00, um concerto no Palácio de Ferro, naquela que é a última proposta para o mês de Julho da III Trienal de Luanda. O concerto terá lugar às 20 horas de sábado, 29 de Julho.
O artista vai cantar temas como “Paula Sexy”, “Big Boss”, “Gato Preto”, “Kimbo Kuia”, “Cupido”, “Bebedeira” e outros inéditos que compõem o seu reportório artístico.
Ângelo Boss que vai fazer voz e violão, em alguns temas, noutros vai ter o suporte instrumental de Mayo Snake (teclado), KD (guitarra baixo), Yarke Spin (guitarra solo), Dalú Roger (percussão), Sílvio Nascimento “Vivito” (dikanza), Dorgan Nogueira e Betty Tavira (coros).
Cantor e intérprete, Ângelo Boss começou a sua carreira há 33 anos, na “Sala Piô” da Rádio Nacional de Angola, na “Turma do Pica-Pau”. Conta com cinco discos de originais publicados, nomeadamente “Gato Preto” (1997), “Kota dá Só” (1998), “Angola Ku Muxima” (2001), “Huambo” (2004) e “Kizomba Muangolé” (2010) e uma colectânea onde constam os seus principais hit´s.
Boss, ainda como cantor piô, fez parte da primeira caravana infantil a representar Angola na Alemanha em 1985. Em 1987, termina a carreira infantil passando a consagrado. Ainda garoto, lança o seu primeiro tema “Wassamba”. Fora dos palcos infantis, apresenta o tema “Kimbo Kuia”, que em 1992, transforma-se num grande sucesso.
O cantor cativa o público ao interpretar canções usando apenas voz e violão. Já levou a sua arte em países como Portugal, África do Sul, Alemanha, Brasil, Bélgica, Canadá, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, Moçambique, entre outros palcos internacionais.
Eduardo Paim, Betinho Feijó, Carlitos Chiemba, Zé Mónica, Jean-Claude Naimro (Kassav), Ali Angel, Grace Évora, Jean-Pierre Zabulon, Ruca Van-dunen, Thierry Doumerge, Johnny Ramos, Guy Nsangué, Jorge Cervantes, Ciro Bertini, Dabs, Dominique Gengoul, Roger Moreira entre outros, constituem um leque de músicos famosos que já trabalharam com Ângelo Boss.

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