"Urbanito" e Óscar Neves recordados no Muzongué


27 de Abril, 2017

Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Os músicos Urbano de Castro e Óscar Neves são recordados no domingo, em mais uma edição do programa Muzongué da Tradição, numa iniciativa do Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda.

De acordo com o responsável do espaço, Estêvão Costa, pretende-se proporcionar ao público, com particular realce para os fãs da música popular urbana angolana uma viagem ao rico passado musical nacional.
Estêvão Costa frisou que está a ser preparado um guião que vá de encontro aos gostos musicais do público que frequenta o espaço, numa clara intenção de procurar agradar os fiéis amantes da música popular urbana angolana.
Para dar voz aos homenageados do mês de Abril, o Kilamba vai contar com os préstimos de Eddy Tussa e Legalise, que vão ter a dura missão de interpretar, entre outros temas, “Ngande Nzoji”, “Avenida Brasil”, “Joaquim Mbolombolo”, “Plena Careca”, “Nzambi Iami”, “Kambila”, “Sessá”, “Ji Ioxa”, “Esperança”, “Mundanda”, “Mabelé”, “Sessa” e “Banda”, produções de Óscar Neves, e  “Rumba Negra”, “Rosa Maria”, “Mulata”, “Mukongo”, “Semba Avo”, “Merengue Joaquina”, “Rumba Jilojo” (Gajajeira), de Urbano de Castro. A actividade, com o suporte instrumental da banda Movimento, vai contar ainda com as participações de Calabeto, Dina Santos e Lulas da Paixão.

Avenida Brasil


Óscar de Oliveira Neves nasceu no dia 4 de Maio de 1950, na zona do comerciante Diamantino, no bairro Rangel. O interesse pela música começou, com apenas 14 anos, altura em que se interessa pela sonoridade da “caixa”, uma espécie de batuque portátil, instrumento executado por Carlitos Vieira Dias, quando integrava o agrupamento Os Gingas. Este facto motivou-o a enveredar, primeiro, para o exercício da percussão e depois para a prática do canto.
Curiosamente, Óscar Neves começou a tocar caixa, em 1964, no conjunto Dimbangola, com Boano da Silva (vocal), Maneco Neves (percussão) e Dominguinhos (guitarra solo e vocal). Na sequência, Óscar Neves ajuda a fundar, em 1967, o conjunto Mira-Negros, onde dá os primeiros passos como vocalista e intérprete.

Merengue do Urbanito


Considerado como um dos expoentes máximos da música angolana dos anos 70, Urbanito começou a sua carreira ao lado de nomes como Dikembé, Fakir e Silva fazendo espectáculos de acrobacia.
Sob a influência da música congolesa, Urbano de Castro e Dikembé formaram mais tarde uma dupla, cantando em óbitos, kombas e kutonocas. Do seu cartão de visita destacam-se os temas Luanda Capital, Lolita (também conhecida pelo público por Gajajeira), Rumba Giloloxo, Merengue Rebita (Malta do Cazenga), Merengue do Urbanito, Mukongo e Adeus Perdoa.
Urbano de Castro gravou mais de 50 músicas, com uma média de dez temas por ano.

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