Versáteis regressam com novo disco

Manuel Albano
16 de Outubro, 2014

Fotografia: Divulgação

O incentivo ao ensino e ao trabalho para a juventude são algumas das abordagens que a banda Versáteis inclui no seu no quarto disco intitulado “As nossas Quetas”, a ser apresentado domingo, a partir das 8h00, na Praça da Independência, em Luanda.

Em declarações ao Jornal de Angola, Nono Catete, director artístico da banda, disse que os temas do disco foram produzido, na sua maioria, com uma base acústica, para corresponder às exigências e acompanhar a dinâmica do mercado, e do qual resulta um trabalho mais original.
O disco, com 13 faixas, foi produzido pela própria banda, gravado na Chicoty Produções, em Luanda, e misturado em Portugal. “O mercado angolano está cada vez mais exigente e os artistas e as bandas que não se adaptarem às novas tendências podem ficar ultrapassados. Por este motivo, pensámos em produzir um disco acústico, com alguns instrumentos tradicionais”, referiu.
Este trabalho inclui uma rapsódia em homenagem aos músicos Dom Caetano, Rui Mingas e Dina Santos, pelo contributo prestado em prol da divulgação e preservação da música popular e urbana angolana das décadas de 70 e 80. Além disso, tem a participação de músicos na nova geração, como Matias Damásio, no tema “Malembe”, e Yuri da Cunha, em “Feitiço do homem”. “É um disco com várias tendências, com estilos modernos, mas que privilegia sempre as nossas tradições”, garantiu o director artístico.
A violência doméstica, o ambiente vivido nas farras de quintais, assim como o quotidiano angolano são outros temas reflectidos nas canções “Tanga amarela” e “Saudades da sogra”. Com temas de semba, cabecinha, kizomba e zouk, o CD surge cinco anos depois do último álbum do grupo, “Da buala para nguimbi”. “Não tem sido fácil apresentar um disco no mercado pelas dificuldades financeiras que a banda encontra, principalmente quando a produção é acústica”, disse o também guitarrista.

Uma nova era

Nono Catete disse que apostar na juventude e nas novas tecnologias através do recurso a alguns instrumentos electrónicos tem sido o lema dos Versáteis nos últimos cinco anos. “Convidámos novos artistas para fazerem parte deste projecto, que já tem a sua marca no mercado angolano, de forma a manter o projecto activo”, realçou.
Depois da saída de alguns antigos elementos que estiveram ligados à formação da banda na década de 90, os Versáteis contam actualmente com Sissa Mota (vocalista), Pedro Mota (guitarra baixo), Paulo Manssini (guitarra ritmo), Nono Catete (guitarra solo e vocalista), Chiquilson (percussionista) Pety Dudu (baterista), Kayeye Bento (teclados), Linda Chilongo (vocalista e corista) e Catuta (técnico de som).
Os manos João e Toya Alexandre não participam neste trabalho por indisponibilidade de tempo e por estarem a trabalhar em projectos musicais individuais.  Com apoio do grupo Kipepe, a banda colabora actualmente no programa “Domingo a Muangolé”, da grelha de programas juvenis da Televisão Pública de Angola (TPA), que é transmitido todos os fins-de-semana.
Formado em 2006, em Luanda, na antiga Empresa Nacional do Disco e Publicações (ENDIPU), o grupo foi logo considerado a Banda do Ano, no Top Rádio Luanda. Os Versáteis já participaram em vários espectáculos internacionais em Portugal, Brasil, Alemanha, EUA, África do Sul, São Tomé e Príncipe e Egipto. Têm no mercado os discos “Experimentando”, “Chegou a hora” e “Da Buala para a Nguimbi”.

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