Voz de Gaby Moy ecoa na III Trienal

Roque Silva |
15 de Julho, 2016

Fotografia: Paulo Mulaza

“Vizinha zongola” e “Rumba Madalena” são os temas com os quais Gaby Moy tenciona prender a atenção do público durante o concerto a realizar hoje, às 21 horas, no Palácio de Ferro, na Baixa luandense.

No espectáculo, enquadrado na III Trienal de Luanda, o músico interpreta ainda outros temas da sua autoria como “Uma amiguinha” e “Quem procura acha” e algumas de músicos angolanos consagrados já falecidos, que marcaram as décadas de 80 e de 90.
Canções como “Merengue Santo António”, “Mona ku jimbe manhenu”, “Katete njila” e “Mwangole”, de David Zé, seu irmão, enriquecem o alinhamento do concerto  de uma hora, suportado por uma banda integrada por Monte Negro (guitarra baixo), Chico Santos (tambores), Juju Lutona (teclado), Nelas Som (guitarra solo), João Mário (guitarra ritmo), Nando Bernardino (bateria), João Guia (saxofone), Fulgência de Almeida e Zé Manico (coros).
Gaby Moy assume-se como um do músico que têm primado pela preservação das línguas nacionais. A bandeira de protecção é a salvaguarda da identidade cultural nacional, através da composição e interpretação de temas em línguas nacionais, para uma maior defesa e valorização da herança colectiva do povo angolano, segundo o artista, uma responsabilidade com a qual os músicos se devem sentir obrigados.
Além do concerto de Gaby Moy, o programa de hoje da Trienal de Luanda tem como atracções uma performance de dança rebita do grupo Novatos da Ilha, a percussão dos Kituxi e a animação musical dos Dj Braúlio Silva e Dr Renas, enquadradas no projecto Afro Warriors.

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