Cultura

Voz feminina do Kissanguela regressa com álbum de estreia

Roque Silva

A artista Juliana Manuel “Fató” regressa ao mercado musical com o seu álbum de estreia intitulado “Fatozinha”. A cantora fez parte do grupo de intervenção “Kissanguela”, que teve grande influência durante a década de 70 do século passado.

 

A artista Juliana Manuel “Fató” regressa ao mercado musical com o seu álbum de estreia intitulado “Fatozinha”. A cantora fez parte do grupo de intervenção “Kissanguela”, que teve grande influência durante a década de 70 do século passado.
De acordo com o produtor executivo da cantora, Manuel Dias dos Santos “Kito”, a apresentação do disco está prevista para a primeira quinzena de Agosto. “O álbum já está pronto. Houve um ligeiro atraso, mas pensamos que teremos as cópias nos próximos trinta dias, para a divulgação, promoção, e marcação da data para a venda do CD, para o início de Agosto”.
Kito Dias dos Santos informou, também, que serão editados 10 mil exemplares do álbum, numa primeira fase. “Fatozinha” está a ser produzido na África Sul, pela editora “CELMAD - Arte e Cultura”, que também está encarregue da sua distribuição.
As músicas foram captadas em Lisboa e em Luanda, na produtora Kriativa e no estúdio “B-Max Produções”. Foram feitos alguns arranjos, igualmente, em Luanda e Lisboa, por Betinho Feijó, que trabalhou como director artístico e produtor musical do projecto, ao lado de Hugo Macedo, Caló Pascoal e Luaty.
“O projecto contou com a colaboração dos músicos Joãozinho Morgado, Graça, Irmãos França (Banda Yetu), Sissy, Nonó, Chiquilson, Dudú (Banda Versáteis) e Hugo Macedo”, afirmou o produtor.
Manborró também participou no álbum, com uma nova roupagem da canção “Belinha”, produzida por Caló Pascoal, no estúdio “Quebra Galho”. Os coros foram feitos por Linda. O álbum contém nove faixas, cantadas em kimbundu e português, ao ritmo do semba, rumba e música romântica.
Segundo Juliana Manuel “Fató”, as músicas falam do amor ao próximo, tristeza e do quotidiano. A artista justificou que o título do álbum, “Fatozinha”, tem a ver com uma das canções do CD, inspirada durante uma viagem ao interior do país. O facto de assim ser tratada pelos fãs também pesou na denominação do álbum.
A artista agradeceu o apoio do Ministério da Cultura e da Administração municipal de Cacuaco para a edição do seu disco. A cantora declarou que a música angolana actual é agradável e está no bom caminho.
Juliana Manuel, ou simplesmente “Fató”, esteve mais de trinta anos longe dos palcos. Com 69 anos, começou a sua carreira nos primeiros anos pós-independência, interpretando músicas revolucionárias.
Na década de 70, Fató foi convidada a integrar o histórico agrupamento musical “Kissanguela”, onde era a única voz feminina, ao lado de Calabeto, Santos Júnior, Artur Adriano, Belmiro Carlos, Manuelito, Mário Silva, Tino Diakimuezu, Filipe Mukenga, Avozinho, Gyza e Tulingas.

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