Waldemar Bastos na festa de Berlim


25 de Outubro, 2014

Fotografia: Paulo Mulaza

O músico Waldemar Bastos participa de 7 a 10 de Novembro na Conferência Anual sobre Diplomacia Cultural, que este ano se realiza em Berlim com o tema “A World without Walls 2014”, no âmbito das comemorações do 25º aniversário da “Queda do Muro de Berlim”, que se assinala a 9 de Novembro.

O convite feito pelo Institute for Cultural Diplomacy a Waldemar Bastos é um reconhecimento internacional do trabalho do músico angolano Waldemar Bastos tem vindo a ser consecutivamente distinguido e prestigiado pelos mais importantes prémios e nomeações do universo da música. Em 2012, o seu álbum “Classics of My Soul" foi considerado pelo jornal francês Libération o melhor do “world music".
Waldemar Bastos viu também a sua interpretação de “Foi Deus”, tema da imortal fadista Amália Rodrigues, mencionada no livro “1001 songs for hear before you die”, depois de, em Abril de 2013, lhe ter sido atribuído, pelo prestigiado concurso "International Songwriting Competition (ISC)", nos Estados Unidos, o segundo lugar com o tema “Sofrimento”, numa competição em que concorreram mais de 20 mil canções de 119 países.
Com o seu mais recente álbum - “Classics of My Soul” -, assente na raiz da música tradicional angolana, com a orquestração da London Symphony Orchestra dirigida por Nick Ingman, viajou pelo mundo a apresentar temas clássicos. Destaque para o concerto com a Orquestra Sinfónica da Gulbenkian, em Novembro de 2013, no Centro Cultural de Belém, que colocou o músico angolano no topo das críticas da “world music", antes de voltar à Europa, desta feita não para cantar a paz, como é seu hábito, mas para reflectir sobre ela. A Conferência Anual sobre Diplomacia Cultural é o maior evento anual de referência ao nível das políticas culturais, interculturais e relações internacionais, contando este ano com a presença de mais de 300 líderes mundiais das áreas políticas, religiosas, académicas e artísticas.
O convite dirigido ao músico angolano é a prova de que, mais do que referência incontornável da “world music" e da música lusófona, Waldemar Bastos é uma personalidade que granjeia respeito e admiração a nível internacional, elevando não só o nome de Angola mas também o dos países de expressão portuguesa a um patamar maior de reconhecimento e celebridade no universo da música internacional. As comemorações do 25º aniversário da Queda do Muro de Berlim e a Conferência “A World without Walls 2014”, organizada pelo Institute for Cultural Diplomacy, têm como objectivo reflectir sobre o impacto da Queda do Muro de Berlim ao nível político, económico e cultural na sociedade moderna.

Percurso artístico

Nascido no antigo São Salvador do Congo, actual Mbanza Congo, em 1954, a carreira do músico e compositor começou aos sete anos, quando o pai descobriu o filho a tocar músicas que ouvia na rádio com um acordeão. Nos anos 80, foi viver para o Brasil. Gravou o seu primeiro disco “Estamos Juntos” (1983). Depois de ter estado em Paris, Waldemar Bastos viveu em Lisboa, onde gravou os discos “Angola Minha Namorada” (1990) e “Pitanga Madura” (1992). Gravou, em Nova Iorque, “Pretaluz” (1997) e, em 2002, lançou o disco “20 Anos de Carreira”. Ainda do álbum “Pretaluz”, viu três temas - “Muxima”, “Sofrimento” e “Querida Angola” - integrarem a banda sonora do filme “Sweepers de Dolph Lundgren”.
Realizou vários concertos, actuando em diversos países da Europa e África. “Renascence” é lançado em 2005 com o selo da World Connection, na Holanda. Tem ainda no mercado os discos “Love Is Blindness” (2008) e “Classics of my soul” (2012).

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