Walter Ananás volta à Trienal

Roque Silva |
8 de Abril, 2017

Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

Walter Ananás actua hoje, às 20h00, no Palácio de Ferro, no distrito urbano da Ingombota, naquele que é o seu terceiro concerto inserido na programação da III Trienal de Luanda.

O músico, que regressa ao projecto da Fundação Sindika Dokolo, depois dos concertos em Julho e Agosto do ano passado, no âmbito do Zwá - Pura Música Mangop, apresenta diferentes ritmos e sonoridades, nos quais se destacam os géneros de música kizomba, r&b, afro-jazz e afro-house. 
O palco Ngola é o local escolhido para o músico  mostrar toda a sua qualidade desenvolvida nas bandas N’Sex Love e O2, nas quais foi o vocalista principal ao lado de Bigú e Eunice José (Afrikannita).
“Suly”, “Timidez”, “Será diferente”, “Sono Mancero”, “Kifua Kiame”, “Indelével”, “Nadi”, “Chek Check” e “Me desculpa”, êxitos de ambas as bandas de sua autoria e interpretados por si, e “Mboya”, “Mor tu és bwé sexy”, “Eu acredito no meu tempo” e “Je suis la”, as mais recentes do seu repertório a solo, constam do alinhamento.
O espectáculo de Walter Ananás tem o suporte musical de Nino Jazz (teclado), Beny Keyboard (teclado), Wilder Amado (guitarra baixo), Yark Spin (guitarra solo), Dilson Petter (bateria), Matondo Bebucho (percussão), Érika Ananás e Félix Clemente (coros).
O compositor, produtor e cantor encantou o cenário musical em 1993 quando lançou a canção “Kenape” e integrou em 1994 o grupo N’Sex Love, com o qual lançou os álbuns “Loucura”, em 1996 e “Loucura Remix”, em 1997.
A formação integrava ainda Henda Pitra (vocalista e compositor), Bigú Ferreira e Eunice José (vocalista), Simmons Massini (guitarras), João Paulo e Ngunza (teclas) e Yuri Lengue.
N’Sex Love trocou de denominação para O2, em 1998, como resultado da saída de alguns elementos e gravou um ano depois o álbum “Bye Bye N’Sex Love” e “Hot Style”, em 2003.
Walter Ananás nasceu no dia 18 de Junho de 1974, no Namibe, província onde fez a primeira aparição em 1985, num concurso regional da Canção Infantil, no qual interpretou o tema “Queremos paz”, de autoria de seu irmão Cândido.

Mucubal Muchimba


O Ciclo de Cinema Angolano na Trienal de Luanda prossegue no domingo, com a projecção, às 20 horas, do documentário “Mucubal Muchimba”, do realizador Ademir Ferreira, que retrata em 30 minutos a história do povo mucubal, pertencentes ao grupo étnico Hereros.
A exibição da curta-metragem, a sétima desde a abertura no dia 26 de Fevereiro com o apoio da Cinemateca de Angola, faz parte da série “Um só povo”, produzido em 1976.
A arte da criação de gado bovino e ovino, no qual depende a economia básica dos mucubais, e dentre outros aspectos do quotidiano daquele do povo que habita actualmente em kubatas, são espelhados no filme.

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