Cultura

"Wanga" de Ângela Ferrão regressa à Trienal

Ângela Ferrão é a cantora que actua hoje, às 20h00, no palco Ngola, no Palácio de Ferro, na capital do país, naquela que é a sua segunda presença no palco da III Trienal de Luanda, depois do desempenho no dia 14 de Outubro de 2016.

Cantora actua esta noite pela segunda vez na Trienal interpretando temas conhecidos e inéditos
Fotografia: DR

A intérprete do tema “Wanga” vai apresentar temas do seu vasto reportório e algumas inéditas que vão constar do seu próximo trabalho discográfico. A artista vai ter em palco, além de Miqueias Ramiro (teclado), Yarke Spin (guitarra ritmo), Kris Kasinjombela (guitarra-baixo) e Yasmane Santos (percussão), dois membros da família, nomeadamente Sandro Ferrão (guitarra-solo e coro) e Necreuma Ferrão (coro).
Depois de várias participações em concursos nacionais, Ruca Fançony, da Criativa, apostou na cantora, culminando com o lançamento, em 2007, do disco “Wanga” que faz uma mescla do tradicional à música moderna angolana. Entre os instrumentistas, conta com um naipe de artistas como Sandro Ferrão, Dalú Roger, Joãozinho Morgado, Kinito, Nanuto, Banda Maravilha, Apocalipse, Banda Movimento e Africando.
No seu álbum de estreia, a cantora recupera “Lua Uanu”, tema de Teta Lando, “Tudo Enfim” conhecido como “Seu Azul” e “Perdoa-me” de Euclides da Lomba, “Sala Kanawa” de Gabriel Tchiema e tem a presença marcante do seu progenitor, Manuel Paulino Ferrão, autor de “Wanga” (Wa Mussulo), “Vavô Rosa” e “Mema ya Simba”.

Kimbanda Kambia

O filme documental de Ruy Duarte de Carvalho, datado de 1979, é exibido amanhã, no Palácio de Ferro, inserido na programação do Ciclo de Cinema Angolano que vai já na sua quinta exibição desde a sua inauguração no passado dia 26 de Fevereiro do corrente ano. “Kimbanda Kambia”, gravado em 1979, está integrado na série “Presente Angolano - Tempo Mumuíla”, do qual faz parte o “Ondilewa - festa do boi sagrado” que retrata um encontro com os curandeiros no antigo Reino Jau, na província da Huíla, em que um deles explica e mostra como se tira e cura os males de quem o procura.
Profundo conhecedor das práticas agro-pastoris tradicionais, Ruy Duarte de Carvalho situou o cenário das suas pesquisas na região etno-cultural kuvale, no sul do país, como cineasta e antropólogo, tendo realizado as longas-metragens “Nelisita: narrativas nyaneka” (1982) e “Moia: o recado das ilhas” (1989).

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