"Wanga" de Ângela Ferrão regressa à Trienal


25 de Março, 2017

Fotografia: DR

Ângela Ferrão é a cantora que actua hoje, às 20h00, no palco Ngola, no Palácio de Ferro, na capital do país, naquela que é a sua segunda presença no palco da III Trienal de Luanda, depois do desempenho no dia 14 de Outubro de 2016.

A intérprete do tema “Wanga” vai apresentar temas do seu vasto reportório e algumas inéditas que vão constar do seu próximo trabalho discográfico. A artista vai ter em palco, além de Miqueias Ramiro (teclado), Yarke Spin (guitarra ritmo), Kris Kasinjombela (guitarra-baixo) e Yasmane Santos (percussão), dois membros da família, nomeadamente Sandro Ferrão (guitarra-solo e coro) e Necreuma Ferrão (coro).
Depois de várias participações em concursos nacionais, Ruca Fançony, da Criativa, apostou na cantora, culminando com o lançamento, em 2007, do disco “Wanga” que faz uma mescla do tradicional à música moderna angolana. Entre os instrumentistas, conta com um naipe de artistas como Sandro Ferrão, Dalú Roger, Joãozinho Morgado, Kinito, Nanuto, Banda Maravilha, Apocalipse, Banda Movimento e Africando.
No seu álbum de estreia, a cantora recupera “Lua Uanu”, tema de Teta Lando, “Tudo Enfim” conhecido como “Seu Azul” e “Perdoa-me” de Euclides da Lomba, “Sala Kanawa” de Gabriel Tchiema e tem a presença marcante do seu progenitor, Manuel Paulino Ferrão, autor de “Wanga” (Wa Mussulo), “Vavô Rosa” e “Mema ya Simba”.

Kimbanda Kambia

O filme documental de Ruy Duarte de Carvalho, datado de 1979, é exibido amanhã, no Palácio de Ferro, inserido na programação do Ciclo de Cinema Angolano que vai já na sua quinta exibição desde a sua inauguração no passado dia 26 de Fevereiro do corrente ano. “Kimbanda Kambia”, gravado em 1979, está integrado na série “Presente Angolano - Tempo Mumuíla”, do qual faz parte o “Ondilewa - festa do boi sagrado” que retrata um encontro com os curandeiros no antigo Reino Jau, na província da Huíla, em que um deles explica e mostra como se tira e cura os males de quem o procura.
Profundo conhecedor das práticas agro-pastoris tradicionais, Ruy Duarte de Carvalho situou o cenário das suas pesquisas na região etno-cultural kuvale, no sul do país, como cineasta e antropólogo, tendo realizado as longas-metragens “Nelisita: narrativas nyaneka” (1982) e “Moia: o recado das ilhas” (1989).

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