Yuri da Cunha e "O Intérprete"

Roque Silva|
25 de Abril, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

Yuri da Cunha apresenta hoje às 8h00, na Praça da Independência, em Luanda, o seu quarto disco de originais, “O Intérprete”, durante uma sessão de venda e assinatura de autógrafos.

O disco tem 15 temas, com predomínio para o semba e kazukuta, feitos com a harmonia e ritmo das músicas do Carnaval de Luanda e dos Kutonokas, mas também o kizomba e o zouk. O repertório traz como referência uma homenagem a Bonga e uma versão de “Ka Kuinhento”, de Robertinho.
Yuri da Cunha disse que o disco é uma referência ao que melhor sabe fazer, interpretar, independentemente de fazer um exercício de compor e dançar.
O artista garantiu que o disco tem o nível de qualidade “do melhor que há no mundo”, porque o processo de captação, produção e mistura teve lugar em Paris, com o produtor Cédric, em Portugal, com Cervantes, e nos EUA, no Ocean Away Recording e Avatar Studios, onde passaram referências como Michael Jackson, Sting, Rolling Stones, Lionel Ritchie, Madonna e Beyoncé.
“Espero que seja um trabalho que fique no coração das pessoas, pois gravámos onde os melhores passaram e utilizámos recursos profissionais para atingir níveis desejados de qualidade.”
O disco marca a sua estreia como cantor de géneros da música congolesa e de ritmos da África do Leste, que o inspiraram ao longo da sua carreira de 20 anos. Os temas, referiu Yuri da Cunha, cuja linha melódica é ritmada, falam de amor, infidelidade, diversão e recordações e são interpretados em quimbundo, português e lingala.
As músicas foram escritas e produzidas pelo autor, Quintino, da banda Maravilha, Lito Graça, Carlitos Chiemba, Chalana Dantas, Tavinho e Jorge Cervantes. O CD tem duetos com Ary, C4 Pedro, Lito Graça, os cabo-verdianos Suzanna Lubrano e Nelson Freitas, o congolês Equalizeur e o brasileiro Alexandre Pires.Os percussionistas Chico Santos e Joãozinho  e os músicos Paixão e Adelásio também participaram no disco, que foi gravado nos Estados Unidos, França e Angola. O disco volta a ser comercializado amanhã, a partir das 8h00, em simultâneo no espaço Made in Angola, na Centralidade do Kilamba e no Belas Shopping.
O artista informou que uma segunda edição do disco a ser produzida nos próximos dias para Moçambique, Cabo Verde e Portugal, inclui os géneros coladeira, funaná e morna.

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