Música infantil regista poucos incentivos

Francisco Pedro |
23 de Junho, 2015

Fotografia: Raúl Booz |

O compositor e produtor musical José Ernesto “Bingo” considerou ontem em Luanda que a música produzida para crianças regista nas últimas décadas, em todo o país, uma baixa em quase todos os aspectos, como a qualidade e promoção.

Também director do grupo infantil “Os Bingos”, que este ano lançou um single promocional, José Ernesto afirmou que “decaímos bastante”, pois há falta de espectáculos e pouco investimento na música infantil, o que faz com que as crianças adiram às músicas de adultos em festas e noutros convívios.
Na sua opinião, a situação pode melhorar caso as instituições públicas e privadas criem um programa de televisão inteiramente infantil, de 24 horas, incluindo conteúdos sobre instrução, entretenimento e educação moral.  Ao falar do trabalho do grupo os “Bingos”, informou que tem como perspectiva dar a conhecer o potencial dos seus integrantes. 
O grupo é formado por Djumaer Cláudio Ernesto (guitarra solo), Djucelma Ernesto (teclado), Thaize Ernesto (bateria), Sandra Van Dúnem (guitarra baixo) e Thaiana Ernesto (vocalista principal). “Queremos dar o nosso contributo no panorama da música infantil, com temas que apelem ao amor e com mensagens educativas”.
A meta, acrescentou, é ultrapassar a fase de criança e seguir os passos do antigo grupo infantil “Os Impactos 4”, hoje cantores e músicos profissionais. Formado o ano passado, o grupo canta semba e kilapanga e inclui agora “a febre do kuduro, que já é um ritmo nacional”, disse o músico. Em Fevereiro,  lançou o single com quatro faixas, “Meu Semba”, “Sonho de Menina”, “Amigo” e “Praia”, estando em agenda a edição do primeiro álbum, “caso consigamos gravar todas as músicas, porque parámos as gravações por falta de patrocínios”, informou o director do grupo.

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