Música revela ao Mundo o actual desenvolvimento de Angola

Adriano de Melo
31 de Dezembro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

A música foi o género que deu maior visibilidade cultural ao país a nível internacional, com a contratação de Anselmo Ralph, um dos artistas da nova geração, para ser o novo “rosto” da multinacional norte-americana Coca-Cola.

O acordo, que foi feito especialmente para Angola, e fez do cantor o novo “embaixador” da empresa, representa também a consolidação do rosto da nova Angola, onde os jovens têm a oportunidade de mostrar o seu potencial nas artes.
A parceria com a Coca-Cola serve ainda para chamar a atenção do Mundo para o país e o seu desenvolvimento. Como rosto da campanha, o artista tem sido convidado a participar em diversos concertos dentro e fora do país.
A música angolana ainda marcou presença este ano em vários palcos internacionais, com as actuações de Yuri da Cunha, um dos vencedores do concurso All Africa Music Awards (Afrima), realizado nos Estados Unidos, na categoria de melhor artista masculino da África Central, C4 Pedro, Ary, Pérola e Titica.
Como membros da nova geração de artistas angolanos que está a despontar, estes jovens conquistaram renome em vários concursos internacionais, com destaque ainda para os MTV Music Awards, onde Ary foi a melhor voz feminina da Lusofonia.
Por Mundo fora, em países como os EUA, Nigéria, África do Sul, Brasil, Portugal e Itália, os angolanos mostraram as actuais tendências da música nacional. Exemplos disso são C4 Pedro e Pérola, que foram os destaques do concurso PALOP Music Stars. A diversidade revelou a vitalidade da actual música angolana, com os Zona 5, a banda de rock M'vula, ou o rapper NGA, a encantarem o público nos seus espectáculos internacionais. Titica foi outro exemplo, que viu o seu talento reconhecido na África do Sul, onde conquistou o Prémio Chevrolet Pena Africano, pela sua contribuição na promoção dos direitos humanos e inclusão social em Angola.

Artes plásticas

A pintura também ganhou maior dimensão este ano, com a participação de várias gerações de artistas angolanos na Bienal de Veneza.
Os jovens criadores apresentaram o “Diálogo de Gerações” em obras que transmitem o legado à geração seguinte e reflectem as incoerências do Mundo de forma multidisciplinar, que reavivam a memória colectiva e reflectem as transformações da sociedade angolana.
O curador das exposições artísticas no Pavilhão de Angola, António Ole, definiu a participação como uma demonstração das várias tendências actuais.
Outra “janela” aberta ao Mundo para os criadores angolanos foi a Exposição Universal de Milão, realizada este ano na Itália, onde revelaram a importância das mulheres na História de Angola.
O pavilhão de Angola foi distinguido no fim da Expo pela sua dimensão e beleza arquitectónica.A Expo Milão permitiu mostrar também a diversidade natural de Angola na maioria dos quadros.

Cinema e televisão

O regresso do realizador angolano Zezé Gamboa aos grandes ecrãs, com a exibição do filme “O Grande Kilapy” no 34º Festival Internacional de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, foi assinalável.
O cinema nacional esteve representado no Festival de Locarno, na Suíça, com os filmes de Pocas Pascoal e do falecido antropólogo Ruy Duarte de Carvalho “Por aqui tudo Bem” e “Nelisita”, respectivamente.
Os dois filmes integraram a mostra “Open Doors”, que promove as películas de países de produção escassa. As críticas positivas às duas obras ajudaram a projectar o cinema nacional. Um episódio da História de Angola também contribuiu para o reconhecimento do cinema nacional este ano nos EUA, onde o filme “Njinga, Rainha de Angola” obteve opinião favorável da crítica especializada e do público.
A televisão angolana também foi referência, com a novela “Jikulumesso”, concorrente ao Emmy Internacional de Melhor Telenovela.

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