Musical renasce no palco da Broadway


20 de Outubro, 2014

Fotografia: DR

O musical “On The Town” está de volta à Broadway, 70 anos depois da sua estreia, num renascimento que os críticos norte-americanos consideraram como “efervescente e brincalhão” e “um espectáculo magistral”.

A peça, que estreou no fim-de-semana com o acompanhamento de uma orquestra, conta a história de três marinheiros que procuram amor e emoção, numa das suas folgas de 24 horas em Nova Iorque, durante a II Guerra Mundial.
“Os três marinheiros de folga não são os únicos a ter sorte no ‘On the Town’. O público do Lyric Theatre também tem”, disse o “New York Daily News”. O “USA Today” adiantou que a releitura aproveitou a pungência crua do original, mas sem sacrificar a sua sagacidade ou romantismo.
“O resultado é um retrato dos sujeitos principais de Town, a cidade de Nova Iorque e o amor jovem, que deixou o público empolgado e intrigado”, acrescentou.
A versão do musical de 1944, baseado no livro e nas letras de Betty Comden e de Adolph Green, com música de Leonard Bernstein, é estreado pelo veterano actor da Broadway Tony Yazbeck, como o ingénuo e desajeitado Gabey, num papel que ficou famoso quando interpretado por Gene Kelly na versão cinematográfica de 1949.
Na peça, a personagem apaixona-se depois de ver um cartaz no metro da miss Turnstiles e vai pela cidade com os seus dois amigos, o apalermado Chip (interpretado por Jay Armstrong Johnson) e o inteligente Ozzie (Clyde Alves), numa busca para a encontrar. A principal dançarina do Ballet de Nova Iorque Megan Fairchild, que faz a sua estreia na peça da Broadway, é o objecto da paixão de Gabey. O “New York Times” disse que ela encaixa bem no papel de menina doce com que os militares norte-americanos sonham. “Quando ela dança é uma deusa”, destacam.
O “New York Post” ficou impressionado com o talento de Fairchild para a comédia, assim como os seus duetos com Yazbeck. “O espectáculo explode de alegria sempre que está no palco”, disse o jornal norte-americano.
“Enquanto a actriz Megan Fairchild estiver no projecto, a equipa pode esperar um mar de rosas”, acrescentou a publicação.
O musical conta com mais de 20 canções célebres, incluindo “New York, New York”, “Lonely Town” e “Lucky to Be Me”. “Alguns dos números musicais, nos quais arquétipos cómicos se encontram ou enfrentam, podiam ser postos directamente num desenho do Looney Tunes”, disse o “New York Times”. “Outros podiam ser levados, sem problemas, para o palco da Ópera de Paris”, acrescentou.
Os marinheiros separam-se na busca para encontrar Miss Turnstiles e concordam em se encontrar mais tarde. No caminho, Chip é levado num passeio selvagem por uma taxista interpretada por Alyssa Umpires, enquanto Ozzie encontra uma antropóloga (Elizabeth Stanley) no Museu de História Natural.
Eles encontram-se ao fim da tarde para fazer uma retrospectiva dos pontos mais marcantes da cidade, que vai da Times Square a Coney Island.
O “Hollywood Reporter” elogiou o director e vencedor de um Tony John Rando, pelo seu trabalho na versão do musical. “É alguém que não faz concessões em apresentar o material fora de moda pelo seu valor facial, realizando até os números mais tolos com delicadeza e acrescentando uma narrativa estonteante com um ar de busca por romance.”

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