Nações Unidas contra islamistas


8 de Outubro, 2014

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou a actual destruição de mesquitas e templos no Iraque e na Síria pelos fundamentalistas do Estado Islâmico.

O porta-voz do escritório, Rupert Colville, disse que entre as mais recentes acções dos takfiristas (extremistas sunitas) está a devastação em meados do mês passado de uma importante igreja arménia na localidade síria de Deir Al-Zor.
“Estamos perante uma conduta recorrente desse grupo armado, que no norte do Iraque deixou em pedaços mesquitas e outros locais de culto”, disse, em declarações aos jornalistas em Genebra, sede do Alto Comissariado.
Rupert Colville denunciou ainda que os fundamentalistas seleccionam como alvo dos seus ataques pessoas religiosas. “Estamos igualmente preocupados com o destino dos arcebispos Ortodoxo e Grego de Aleppo, Yohanna Ibrahim e Paul Yazigi, sequestrados em Abril de 2013”, disse o responsável.
Os meios de comunicação sírios informaram que ambos foram sequestrados pelos extremistas. O Estado Islâmico aumentou este ano a sua acção em regiões da Síria e Norte do Iraque, onde pretende implantar um califado, expulsando as minorias étnicas e religiosas.
Confrontos entre forças governamentais e rebeldes danificaram também sítios e edificações históricas em toda a Síria. Além dos danos ao património, foi feita a pilhagem de artefactos de sítios arqueológicos durante o conflito armado, que já dura há mais de três anos.
Na Síria existem quatro dos seis sítios do Património Mundial que são utilizados para fins militares, ou foram transformados em campos de batalha, como Crac des Chevaliers e Qal’at Salah El-Din, e castelos construídos durante as Cruzadas.

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