Cultura

Nelo Paim faz maravilhas nos 25 anos de carreira

Analtino Santos

Nelo Paim reuniu amigos na passada sexta-feira no Miami Beach, naquele que foi o primeiro grande concerto e que foi aproveitado para celebrar os seus 25 anos de carreira. Maya Cool, Euclides da Lomba, Yuri da Cunha, Fill e Eduardo Paim não deixaram de prestigiar o momento impar do multi-instrumentista e produtor.

Fotografia: DR

Coube ao jornalista e amigo, Salú Gonçalves, fazer uma apresentação do músico. Nelo Paim e os seus miúdos subiram brindando a plateia com dois instrumentais adaptados de “Ximina” e “La Fillog”. Maya Cool foi o primeiro convidado da noite, aproveitou para revelar aspectos da relação de irmandade e camaradagem. Lucas de Brito confirmou que foi primeiro a iniciar Nelo Paim nos teclados e reconheceu que ele o superou. Dentre improvisos nas teclas, foi com “Boca Azul” que fechou a sua primeira aparição em palco. 

Euclides da Lomba, o produto mais saboroso de Nelo Paim, quase roubava a cena ao dono da festa. A dupla que nasceu de uma relação de “Caso de Amor e Ternura”, por sinal o tema da primeira colaboração, viajou pelos grandes sucessos e encerrou com “Regressa”. Da Lomba falou com emoção do amigo, confirmando que no momento inicial ficou desapontando com Eduardo Paim que, depois de ter recebido a massa, o encaminhou ao irmão na altura com pouca expressão.

Outro grande momento foi a presença de Yuri da Cunha o grande showman que no seu jeito fez ajudar a tirar um certo formalismo dos presentes. “Kandengue Atrevido” e “Tá Doer” marcaram a participação no concerto comemorativo do homem que segura os teclados na sua banda. Mr. Pulungunza mais uma vez apelou à união da classe e na fase final do concerto chamou os colegas presentes que não estavam no cartaz, com destaque para Matias Damásio e, desta forma, desanuviou uma carga pesada entre alguns intervenientes.

O irmão foi o último convidado a subir ao palco e proporcionou um dos momentos mais emocionantes. Eduardo Paim subiu no momento em que Nelo soltava a voz em “Minha Ngueve”. Maia Kool ajudava no teclado, enquanto Nelo e o cubano Ivan Carrilo tentavam fazer o ‘Marechal’ cantar. Mas o experiente homem de palco aproveitou falar das lutas do irmão, chamando-o persistente. Foram surgindo emoções e diante da presença de familiares, Kambuengo falou dos pais, hoje noutra dimensão, e neste momento, como no coro de “Minha Ngueve”, numa hora que um homem não chora, os dois choraram mesmo.O concerto foi uma produção da Bras Som.


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