Njinga Mbandi abandona o Carnaval

Mário Cohen
21 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

O presidente do grupo carnavalesco União Njinga Mbamdi, única agremiação do município de Viana na classe A, disse ao Jornal de Angola que já não vai dançar mais no Carnaval de Luanda, por se sentir prejudicado pelo júri.

Tony Mulato disse que a decisão foi tomada durante uma reunião com os membros do grupo, momentos após a divulgação dos resultados das classes A, B e C.O grupo ficou em quarto lugar, com 776 pontos, depois do Sagrada Esperança (840), 10 de Dezembro (820) e Mundo da Ilha (811).
Reconheceu que o grupo podia não ter ganho esta edição do Carnaval, mas o quarto lugar não corresponde às expectativas dos membros do Njinga Mbandi, que teve uma preparação árdua para estar entre os três primeiros classificados.
Tony Mulato atribui o quarto lugar a um “mau trabalho do júri”, pois como sublinhou “o Njinga Mbandi foi o único grupo que no desfile competitivo da classe A fez levantar a tribuna Vip e que levou a maior falange de apoio”.Assegurou que hoje o grupo não participa na cerimónia de entrega de prémios aos cinco primeiros classificados das classes A, B e infantis da 37ª edição do Carnaval de Luanda, que se realiza a partir das 16h00, na Liga Africana.
“Nós não vamos à cerimónia e não vamos dançar mais o Carnaval pela muita injustiça que tem acontecido”, desabafou Tony Mulato, que concluiu:“O júri não respeita a antiguidade e rebaixa para a classe B grupos tradicionais do nosso Entrudo, como o União Operário Kabocomeu e o União 54.
Pedro Vidal, comandante do União 10 de Dezembro, segundo classificado na presente edição, disse que a classificação obtida se ajusta a tudo o que o grupo fez este ano na Marginal da Praia do Bispo.Reconheceu que o Sagrada Esperança foi um dignado vencedor, porque esteve bem, tendo assegurado que agora é preciso trabalhar para que no próximo ano o grupo melhorenaquilo que este ano esteve mal.
Pedro Vidal revelou que o grupo vai preparar o próximo Carnaval mais cedo e procurar patrocínios com o objectivo de vencer o Entrudo de 2016. “Alcançamos o segundo lugar por termos ido buscar grandes patrocinadores que ajudaram a preparar bem na presente edição do Carnaval”, disse.Domingos Mboloy, secretário-geraldo União Amazonas do Prenda, vencedor da classe B, disse que o primeiro lugar alcançado foi um esforço da direcção que este ano não teve qualquer patrocínio para dançar o Carnaval.Revelou que há mais de dez anos que nenhum grupo do distrito urbano da Maianga não vence o Carnaval de Luanda por falta de uma política da Administração que incentive os empresários locais a ajudar os grupos carnavalescos, à semelhança do que acontece nos outros municípios e distritos.
 O secretário-geral do Amazonas do Prenda disse ser prematuro perspectivar a participação do grupo na edição 2016 do Carnaval de Luanda, uma vez que os preparativos apenas têm início em Maio.  “Sem apoios não é fácil dançar o Carnaval, principalmente no desfile competitivo da classe A, quetem os crónicos candidatos vencedores”, disse.
Por força do regulamento do Carnaval de Luanda, os cincos primeiros classificados da classe B, Amazonas do Prenda, Jiza, Geração do Mar, 17 de Setembro e Café de Angola, ascendem à classe A na próxima edição do Entrudo, e os seis últimos classificados na classe A, Etu Mudyetu, Unidos Domant, Kabocomeu, Dimba dya Ngola, Twafundumuka e União 54, desfilam na classe B no próximo ano.

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