Nobel da literatura recebe distinção


1 de Agosto, 2014

Fotografia: DR

O Nobel da literatura Orhan Pamuk venceu o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2014, anuncia um comunicado do Centro Nacional de Cultura (CNC), fundado por aquela jornalista falecida em 2002.

O comunicado refere que “o júri apreciou particularmente a forma original como Pamuk consegue dar vida aos valores e ideais europeus e promovê-los além-fronteiras através da sua obra literária, profundamente enraizada na História e na cultura do seu país, a Turquia”.
Guilherme d´Oliveira Martins, presidente do CNC e do júri, afirmou que “Pamuk é também um cidadão activo, que tem feito esforços notáveis para promover o rico legado multicultural da Europa, com Istambul como uma das suas mais icónicas cidades”.
O escritor turco disse sentir-se “muito honrado e lisonjeado” com a atribuição do prémio. O romancista, que nasceu em 1952, viveu quase sempre em Istambul, o que explica que a cidade esteja presente na sua obra literária. Títulos como “O Museu da Inocência (2008) ”, “Istambul: Memórias de Uma Cidade (2003) ” e “O Livro Negro (1990) ” são exemplos disso.
O seu romance “O Museu da Inocência” conta a história de um homem de negócios muito rico de Istambul que se apaixona por uma empregada, que desenvolve uma obsessão, coleccionando tudo o que tenha a ver com ela.
Orhan Pamuk criou, em Instabul, um museu com o nome daquele livro que dois anos depois de ser inaugurado recebeu o Prémio Museu Europeu em 2014.

Outros distinguidos

O historiador de arte José-Augusto França foi distinguido com um “prémio especial” pela sua actividade profissional como divulgador da cultura e arte portuguesa e europeia.
O jornalista holandês Pieter Steinz foi distinguido com uma menção honrosa por ter criado uma original enciclopédia de ícones culturais que fazem parte do ADN da Europa. O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva é atribuído anualmente a um europeu cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias, quer de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão. O primeiro distinguido foi o escritor italiano Claudio Magris.

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