Nova instalação artística ilumina “Casa dos Bicos”


18 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Uma nova iluminação artística decora a peculiar fachada com pontas em forma de diamante da “Casa dos Bicos” em Lisboa, actual sede da Fundação José Saramago.

A instalação foi inaugurada pelo presidente da câmara de Lisboa, António Costa, juntamente com personalidades do mundo da cultura, da política e representantes da instituição que mantém viva a obra do prémio Nobel da Literatura.
A instalação luminosa, que conta com o apoio da Fundação Endesa de Espanha, está desenhada para realçar os efeitos especiais das pedras talhadas como diamantes, que são conhecidas popularmente em Lisboa como “bicos”.
A cerimónia também serviu para abrir pela primeira vez ao público a jazida arqueológica situada na base do edifício, na qual existem vestígios romanos, objectos dos séculos XVI ao XVIII e troços da muralha romana e medieval de Lisboa. A “Casa dos Bicos”, um antigo palácio do século XVII, inspirado no Palácio dos Diamantes de Ferrara (Itália), situa-se na margem do rio Tejo.
Desde 2012, o majestoso edifício, de propriedade municipal, abriga o legado do Nobel português, administrado pela Fundação José Saramago, presidida pela viúva e tradutora do autor, a espanhola Pilar del Rio.
 Às portas do edifício repousam os restos incinerados do escritor português, sob a sombra de uma oliveira oriunda da sua aldeia natal, Azinhaga, situada no centro do país.
No interior do imóvel, há uma exposição permanente sobre a vida e a obra do escritor português, que esteve fortemente ligado à capital do país, onde trabalhou como jornalista e foi director-adjunto do jornal “Diário de Notícias”. Dois dos seus livros, “O ano da Morte de Ricardo Reis” e “História do Cerco de Lisboa”, fazem especial referência à cidade, que Saramago descrevia como “culta, moderna, limpa, organizada”.

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