Nova sociedade de autores é considerada importante


27 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Miqueias Machangongo

O director do colectivo 1º de Maio, Ângelo Cristóvão, considerou ontem, em Luanda, a passagem da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) a sociedade de autores como uma mais-valia para os seus membros, tendo em conta a salvaguarda dos interesses dos seus filiados.

Para o responsável, a agregação da actividade de gestão colectiva de direitos de autor e conexos à UNAC deixa os artistas cientes de que os seus direitos estão a ser salvaguardados.
As companhias de teatro têm agora um instrumento que assegura que as suas obras ao serem exibidas têm a sua autenticidade protegida, além dos seus direitos autorais acautelados.
O encenador reconheceu que este estatuto veio numa boa altura e congratulou-se com a iniciativa, assim como apelou aos demais grupos a filiaram-se na UNAC-SA, pois só assim têm as suas peças e direitos protegidos.
A UNAC-SA precisa prestar mais atenção aos músicos e escritores, tendo em conta a sua importância na divulgação e preservação dos costumes. A UNAC tem actualmente como objecto o exercício e a gestão dos direitos de autor e anexos, de artistas e produtores estritamente ligados à música, dança, teatro e audiovisual.

Catalogação das danças

O vice-presidente para a área da dança da UNAC-SA defendeu a importância da criação de mecanismos para a catalogação das danças nacionais, para uma maior preservação da identidade angolana.
Manuel Vieira Dias Tomás defendeu esta posição devido à importância das danças serem registadas como uma patente angolana e posteriormente fazerem parte do acervo histórico. “É uma oportunidade de mostrarmos aos estrangeiros um pouco da cultura nacional, mas temos de criar antes outros mecanismos legais para dar a conhecer a proveniência das inúmeras danças locais”, justificou.
As danças nacionais, como o kizomba e o kuduro, têm tido uma repercussão muito maior pela dinâmica da execução. “São saltos significativos resultantes de um trabalho que muitos angolanos têm estado a fazer em diversos pontos do mundo”, reforçou o responsável.

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