Novo filme de Eastwood estreia no natal nos EUA


9 de Dezembro, 2014

O realizador Clint Eastwood, aos 84 anos, continua a trabalhar a um ritmo alucinante e, depois de estrear “Jersey Boys” em Setembro, prepara-se para regressar às salas norte-americanas neste natal com “American Sniper”.

O filme, que é protagonizado por Bradley Cooper, narra a história do fuzileiro Chris Kyle, o mais letal dos snipers norte-americanos, que regressa do Iraque assombrado pelos fantasmas das pessoas que matou.
Baseado na história verídica do soldado norte-americano, cuja missão no Iraque passava por proteger os seus companheiros e que, entre 2003 e 2009, foi responsável pela morte de 150 pessoas, o filme promete ser um sucesso de bilheteiras, não só nos EUA como no resto do mundo.
Bradley Cooper talvez tenha aqui o grande papel da sua carreira até à data. A Vanity Fair dedica-lhe a capa da sua edição de Janeiro, tendo já avançado excertos da entrevista que vai publicar. Nela, o actor revela que para ganhar a massa muscular necessária para interpretar a personagem (cerca de 15 quilos de músculo), teve que optar entre fazê-lo apenas com exercício ou recorrendo a químicos. E que, uma vez que está sóbrio há dez anos, depois de ter tido um passado turbulento de álcool e drogas, decidiu fazê-lo recorrendo apenas ao ginásio.
“Ele constrói uma personagem tão estóica e, depois, começa a destruí-la com apenas um olhar, um esgar”, revela o argumentista, Jason Hall, ao “Wall Street Journal”. “De repente, está num bar a afogar as mágoas num copo de cerveja e não pode ir para casa”, disse Jason Hall.
E, claro, dificilmente podia existir alguém melhor para dirigir o actor que Clint Eastwood que, quer como actor, quer como realizador, tem uma enorme experiência no que toca a personagens masculinas.
“Ele percebe como ninguém a masculinidade e a ideia do cowboy americano”, assegura o argumentista Jason Hall. “Percebe o sacrifício da personagem e do que tem de abdicar para fazer o seu trabalho.”
Eastwood não percebe apenas de durões. O realizador já provou saber filmar a guerra como ninguém (recordem-se os belíssimos “As Bandeiras dos Nossos Pais” e “Cartas de Iwo Jima”).

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