Cultura

Nsoki é “embaixadora” do Corredor do Kwanza

Manuel Albano |

A cantora Nsoki é desde ontem a embaixadora do país para a divulgação da imagem do projecto do Corredor do Kwanza, a segunda candidata angolana à lista do Património Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Embaixadora” Nsoki promete trabalhar em prol da candidatura do Corredor do Kwanza
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

O convite, rapidamente aceite pela cantora, foi formulado pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, ontem de manhã, em Talatona, durante um encontro no qual Nsoki aproveitou o momento para apresentar os prémios conquistados, no African Entertainment Awards e Afrimma Awards e Music Festival, nos Estados Unidos.
Nsoki agradeceu o convite e garantiu à ministra tudo fazer através das suas actividades artísticas para ajudar a promover e divulgar o projecto, no qual agora está também envolvida muito directamente.
A autora dos sucessos “Bye, bye” e “Africa Unite” garante que a internacionalização dos cantores angolanos passa também pelo seu envolvimento em outros projectos culturais que permitam a divulgação da cultura angolana.
Para Nsoki, agora se abre uma nova história na sua vida, por lhe permitir aumentar mais o conhecimento sobre a história do país, através do dossier da rota do escravo, de forma a estar melhor informada sobre o projecto de candidatura do Corredor do Kwanza à lista do Património Cultural da Unesco.
Na sua opinião, o projecto vai dar maior visibilidade à sua carreira e ajudar a melhorar o conhecimento além-fronteiras dos estrangeiros sobre a realidade cultural do país. “Sinto-me agora muito mais envolvida a uma causa que vai ajudar a divulgar mais a história de todos os angolanos. Estou feliz por fazer parte do ambicioso projecto do Ministério da Cultura”, confessou sorridente Nsoki.
A cantora disse que está fortemente apostada em conquistar o mercado musical internacional com o tema “Africa Unite”, uma co-autoria com os Dj Paulo Alves e o sul-africano Maphorisa, que apela a uma maior e eficaz aproximação entre os povos e nações do continente africano, em todos os domínios da vida.
Nsoki realiza no próximo ano no país um mega concerto, em data e local a indicar, onde pretende apresentar os prémios conquistados aos admiradores e agradecer-lhes por todo o apoio e carinho que tem merecido.

Carnaval nas escolas

A internacionalização da música angolana e aproximação da classe artística aos projectos culturais do Ministério da Cultura foi o foco da conversa mantida ontem pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e a cantora Yola Semedo.
Para consolidar e envolver cada vez mais os artistas aos projectos culturais do  ministério, Yola Semedo foi oficialmente convidada a ser a “Rainha do Carnaval” de Luanda, edição 2018, cujo desfile central realiza-se a 13 de Fevereiro.
Yola Semedo agradeceu o convite, prontamente aceite, e confessou sentir que a classe artística tem sido um pouco “abandonada”, naquilo que têm sido os projectos culturais do Ministério da Cultura.
A cantora reconheceu as dificuldades financeiras que o sector cultural enfrenta actualmente e elogiou a intenção da ministra Carolina Cerqueira de procurar formas de aproximar e unir a classe artística nacional, com particular destaque para os músicos. “Em certas ocasiões, sentimos um distanciamento entre o ministério e os músicos, o que não permitia um diálogo mais aberto sobre os principais problemas que a classe enfrenta”, disse Yola Semedo.
A ministra da Cultura assegurou que, no máximo, cinco grupos carnavalescos de outras províncias vão participar na edição de 2018 do Entrudo luandense, como forma de ensaio daquilo que vai ser  futuramente o Carnaval nacional. Carolina Cerqueira encorajou e incentivou as instituições de ensino no país a realizarem o carnaval escolar no próximo ano.

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