Cultura

Número de visitantes aumentou em 2018

Leonor Mabiala | Cabinda

O aumento exponencial do número de visitantes do Museu Regional de Cabinda no ano passado - mais de nove mil, entre académicos, turistas e população em geral - constituiu motivo de grande satisfação para o governador provincial, Eugénio Laborinho.

Fotografia: António Soares | Edições Novembro

Face a este indicador bastante animador, o governador lançou um repto aos antropólogos, etnólogos, historiadores, sociólogos e outros estudiosos no sentido de promoverem pesquisas sobre a cultura nacional, visando “saber de onde partimos, onde estamos e para onde vamos”.
Discursando no acto provincial do Dia da Cultura Nacional, no Centro Cultural Chiloango, o governador pediu que cada agente social contribua para a divulgação e preservação das “potencialidades culturais e artísticas da região, nas suas mais variadas manifestações”.
Eugénio Laborinho referiu que Cabinda tem uma cultura rica e vasta, assente nos usos e costumes que se manifestam na dança, cancioneiro popular, culinária, vestuário e jogos de infância.
O governador orientou os responsáveis locais da Cultura a continuarem com o trabalho de resgate do património cultural material e imaterial, para que as acções desenvolvidas pelo sector possam permitir o desenvolvimento do turismo, que segundo o governante pode garantir o aumento de receitas financeiras para a província.
O secretário provincial da Cultura, Ernesto Barros André, defendeu um combate à aculturação na sociedade angolana, onde o lingala, predominantemente falado na República Democrática do Congo (RDC) tem estado a suplantar, quer o português, quer a língua materna local, o fiote.
A aculturação, disse Ernesto Barros André, causa sérias complicações, já que fomenta novos hábitos e costumes, além de prejudicar o património histórico-cultural.

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