O papel dos jornalistas na prevenção dos crimes

Casimiro José |
24 de Junho, 2016

O papel da imprensa na prevenção da criminalidade foi o tema de uma palestra, muito concorrida, quarta-feira, na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, no quadro das comemorações do 37º aniversário do Ministério do Interior (Minint).

A palestra serviu para os participantes, maioritariamente funcionários do Minint e efectivos da Polícia Nacional, se inteirarem do posicionamento dos jornalistas dos distintos órgãos de comunicação social, face a determinados fenómenos sociais cujo tratamento para consumo público merece uma atenção especial, para que não criem situações de conflito.
O prelector, David Lucas Themudo, director provincial da Comunicação Social, considerou o tema de grande importância, dado o seu alcance social. “Temos de destacar que a imprensa joga um papel crucial na divulgação de factos criminais, que por sua vez concorrem para o desencorajamento do cometimento de crimes”, disse.
David Themudo salientou que o combate à violência desencadeia um conjunto de acções por parte das famílias, da sociedade e do próprio Estado, através de mecanismos de persuasão e aplicação da lei. Adiantou que, para haver eficácia no tratamento e divulgação de matérias de natureza criminal, os jornalistas devem contar com informações privilegiadas dos órgãos do Minint, possibilitando assim que a disseminação das informações pelos media tenha um carácter informativo e educativo. “Em muitos casos, as matérias publicadas pelos jornalistas geram um mal-estar entre os órgãos de comunicação social e os do Minint, por causa da pouca atenção da fonte de informação. Por isso, os órgãos afectos ao Minint devem estar disponíveis para prestar informações em tempo oportuno”, frisou.
O prelector pediu uma parceria sólida entre o Minint e os órgãos de comunicação social e salientou que “a falta de abertura por parte dos órgãos do Minint abre espaço para especulações e outras situações desabonatórias”.
Considerou importante a criação de equipas especializadas nos órgãos do Ministério do Interior, para lidarem com os processos de recolha, tratamento e disponibilização de informações aos órgãos de comunicação social.  Acrescentou que a crise na comunicação descredibiliza as informações e gera desconfiança nos cidadãos.
O delegado provincial do Ministério do Interior, comissário Alberto Lisboa Mário, satisfeito pelo alcance da palestra, sublinhou que o Minint, no Cuanza Sul, vai   apropriar-se das ferramentas abordadas na palestra, de modo a abrir um novo capítulo na relação entre os órgãos do Interior e os jornalistas.
“Foi uma palestra proveitosa e vamos materializar um programa que nos permita incorporar as várias matérias debatidas na palestra”, disse. Oficiais, agentes do Minint e jornalistas, lotaram o local da palestra.

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