“O Preço do Fato” encerra festa das artes

Manuel Albano
17 de Setembro, 2016

Fotografia: Paulino Damião

A peça de teatro “O Preço do Fato” é a proposta do grupo Pitabel para o encerramento, hoje, às 20 horas, da 1.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), iniciado a 1 de Julho no Instituto Superior de Artes (Isartes), na Centralidade do Kilamba.

No palco, o grupo de teatro demonstra as consequências do choque de culturas, através da história fictícia de Cristina, uma jovem natural de Mbanza Congo, que cresce em Luanda e vê a sua relação amorosa em risco devido à tradição.
“O Preço do Fato” mostra a diversidade cultural de regiões do Norte de Angola, ainda assentes no conservadorismo. A peça foi apresentada nos Festivais Internacionais de Teatro de Mindelo (Mindelact), em Cabo Verde, e de Língua Portuguesa, no Brasil.
Na sua longa carreira, a companhia de teatro Pitabel recebeu várias distinções, com destaque para o Prémio Nacional de Cultura e Artes, em 2010. Constituída por 15 actores, a companhia encenou, entre outras, as peças “De Quem é a Culpa” e “Missosso”, adaptada do livro homónimo de Óscar Ribas.

Dança tradicional


De acordo com o programa de encerramento do CIT, o grupo de dança tradicional Kussanguluka abre a festa às 18h30, com um espectáculo de aproximadamente meia hora.
Fundado a 6 de Setembro de 1997, no município da Ingombota, em Luanda, o Kussanguluka explora as raízes culturais do país nas danças populares como semba, rebita, kazututa, xinguilamento e tchianda. Estes estilos vão ser apresentados em coreografias sincronizadas pelos 35 integrantes do grupo, composto por bailarinos e percussionistas.
O coro musical integrado pelos alunos do Instituto Superior de Artes (Isartes) apresenta às 19 horas uma rapsódia durante dez minutos, para depois os alunos do Complexo de Escolas de Artes (Ceart) declamarem poemas do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto.  Segue-se a exibição do grupo de dança tradicional Tremura Show, integrado por alunos do Complexo de Escolas de Artes.

Música no teatro

A música e o teatro vão estar presentes no espectáculo de Alfredo Hossi, autor do disco “Amor sem limites”, lançado em 2009.
Alfredo Hossi, vencedor do Festival da Canção Cidade de Luanda em 2008, com o tema “O tom de Luanda”, vai igualmente interpretar temas do seu próximo disco “Dou tudo”.  O Circuito Internacional de Teatro (CIT) está enquadrado no projecto “Cultura para Todos”, numa iniciativa da companhia de teatro Pitabel, que realiza desde 1 de Julho espectáculos de teatro, seminários e mesas-redondas sobre artes cénicas todos os fins-de-semana.
A companhia infantil de teatro francesa Cie à Tiroirs apresenta hoje, às 16 horas, a peça “Ce n’est pas commode” (Isso não é cómodo), no Isartes, na Centralidade do Kilamba, inserida no programa do CIT.
Amanhã, a companhia infantil de teatro Miragens apresenta às 16 horas, no palco do Isartes, a peça “Brincando de Cinderela”.

Casais sem filhos

O grupo Feloma Mussanzala, fundado em 2007, apresenta amanhã, às 20 horas, no Isartes, a peça “Onde não há água, há mosca”, escrita por Emílio Domingo Gomes, integrada na programação do “Cultura para Todos”.
A peça baseia-se em factos do dia-a-dia em sociedades conservadoras, onde os tabus e a discriminação afectam os casais que não conseguem gerar filhos.
“Onde não há água, há mosca” retrata o drama de um casal que não consegue gerar filhos durante 15 anos. O casal enfrenta problemas psicológicos por causa da discriminação da sociedade e das famílias. “Queremos ajudar as famílias a ultrapassar os problemas e não a criar situações para a separação”, disse Emílio Domingos Gomes.

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