Oásis apresenta "O Desafio no Cafezal"

Morais Canâmua
6 de Setembro, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

“O Desafio no Cafezal” é o título da peça que o grupo de teatro Oásis apresenta amanhã, na Liga Africana, em Luanda, no âmbito do projecto “Cena Livre, Angola 40 anos de Independência”.

A directora adjunta do grupo, Maria Isabel “Gueth”, informou que o espectáculo aborda aspectos ligados aos usos dos povos do norte, em particular do Uíge. O foco principal são os conflitos que as mudanças de residências têm causado actualmente.
O objectivo “é essencialmente chamar a atenção para a importância de serem criadas melhores condições sociais em certos bairros. “As novas centralidades do Kilamba e de Cacuaco também são parte da peça, por serem os novos focos habitacionais e uma das causas de maiores disputas devido à venda de casas”, afirmou.
A encenação explora também alguns comportamentos da juventude, em especial aqueles provocados pela nova onda da globalização. “Procuramos abordar os assuntos com profundidade, de forma a chamar atenção à sociedade sobre os perigos de certos comportamentos”, adiantou.
Para Maria Isabel “Gueth”, disse que a chamada de atenção da sociedade é fundamental de forma a termos um país assente nas suas raízes. “É preciso reforçarmos com regularidade as chamadas de atenção aos jovens, em particular, porque precisamos cada vez mais de força produtiva para dar continuidade ao desenvolvimento do país”, justificou. No âmbito deste projecto, o grupo de teatro Oásis pretende voltar ao palco, dia 16, no auditório da escola Njinga Mbande, para apresentar o espectáculo “Galinha do Mato”, na sua versão feminina, em homenagem à força e ao contributo das mulheres angolanas.
O drama acontece no interior do país, onde um rapaz de 16 anos insulta o bruxo da aldeia. “A ideia do espectáculo é chamar a atenção para determinados rituais e figuras da tradição angolana e africana que estão a ser esquecidos pelos jovens”, disse a responsável.
Maria Isabel “Gueth” refere que a maioria das histórias encenadas pelo Oásis procura mostrar a aproximação e o choque entre o tradicional e o moderno, numa sociedade contemporânea em reconstrução. “Queremos mostrar também algumas referências evolutivas da actual sociedade angolana”, sublinhou.
Vencedor do Prémio Nacional de Cultura 2014, na categoria de teatro, o Oásis existe há 26 anos, 19 dos quais integrados na Brigada Artística da Força Aérea Nacional.
O grupo é formado por 27 elementos e tem no seu repertório mais de 50 peças de teatro.

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