Objectos raros são roubados


4 de Março, 2015

Fotografia: Reuters

Várias peças raras de arte foram roubados no domingo do Museu Chinês do Castelo de Fontainebleau, sudoeste de Paris, anunciou o Ministério da Cultura da França.

Entre os artigos constam uma coroa do Rei do Sião, dada ao Imperador Napoleão III durante a visita oficial a França em 1861, e uma quimera chinesa em esmalte do reino de Quianlong (1736-1795), refere o comunicado.
As peças roubadas, provenientes da China e do Sião, actualmente Tailândia, foram todas coleccionadas pela imperatriz Eugenie, mulher de Napoleão, que os guardava no seu museu, criado em 1863. O Ministério revelou que o roubo, numa das partes mais seguras do castelo, demorou apenas sete minutos e que já começou a ser investigado.
O Castelo de Fontainebleau, residência de Luís VII até Napoleão III, é agora um museu nacional de França. Durante o período medieval, o castelo passou por reformas constantes, por ser o local onde os reis passavam longas temporadas. Um dos exemplos é Filipe IV, conhecido como “O Belo”, que nasceu e morreu em Fontainebleau. A aparência actual data do Renascimento. A partir de 1528, Francisco I aumentou ainda mais as dependências e contratou artistas italianos para embelezar o local, cujos trabalhos continuaram nos reinados seguintes. Outro soberano muito importante para Fontainebleau foi Henrique IV, que reinou entre 1589 a 1610. Também empreendeu inúmeras construções no castelo, incluindo uma entrada monumental que dá para a cidade, além do canal e dos jardins.
Em 1724, construiu-se um teatro, palco de vários espectáculos, entre as quais peças de Molière. Durante a Revolução Francesa, o local foi vandalizado e os móveis e objectos de arte vendidos. Após aquele período, com a ascensão de Napoleão Bonaparte, o castelo alcançou o auge da glória.

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