Cultura

Obra de Neto traduzida para mandarim

A obra poética completa de Agostinho Neto, o “Poeta Maior”, foi traduzida para mandarim e apresentada, no último final de semana, em Pequim, durante a cerimónia de abertura da 8ª edição do Festival da Canção em Língua Portuguesa, realizada na capital chinesa.

Fotografia: DR

A colectânea, que inclui os livros “Sagrada Esperança”, “Renúncia Impossível” e “O Amanhecer”, foi traduzida e lançada numa iniciativa da Fundação Dr. António Agostinho Neto, em cooperação com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Beijing (BFSU), organizadora do festival.
Durante o acto de lançamento, a Fundação António Agostinho Neto ofereceu 700 exemplares da colectânea a BFSU, numa cerimónia realizada pelo embaixador de Angola na China, João Salvador dos Santos Neto, que entregou ao vice-reitor da universidade Yuan Jun.
Para o vice-reitor, Agostinho Neto, além de ter sido o Primeiro presidente e fundador da nação angolana era um “poeta extraordinário”, por isso a publicação da sua obra em mandarim permite aos chineses entenderem um pouco mais o seu pensamento, um passo notável no processo de intercâmbio cultural entre os dois povos.
Por sua vez, o embaixador angolano na China destacou o trabalho do “Poeta Maior”, pelo facto de os livros terem sido escritos num contexto de luta pela libertação, mas com um conteúdo actual, que “continua a servir de inspiração aos angolanos na procura de soluções para os desafios que o país ainda enfrenta”.
João Salvador dos Santos Neto adiantou ainda que os leitores facilmente vão compreender o alcance da visão de Agostinho Neto como libertador e homem de cultura. Entre os convidados à actividade também esteve o embaixador de Portugal na China, José Augusto Duarte, que felicitou a iniciativa da Fundação Agostinho Neto e encorajou os estudantes do curso de língua portuguesa a lerem o livro, por, no seu entender, “ser escrito numa época que a todos interessa conhecer”.
O diplomata português aconselhou ainda os estudantes a procurarem também ter acesso aos livros de outros autores angolanos e dos demais países lusófonos, como forma de enriquecer os seus conhecimentos e entender melhor a cultura desses povos. A representar a Embaixada de Moçambique esteve o conselheiro António da Costa Gaspar que regozijou-se com o lançamento e reconheceu Agostinho Neto como um grande líder, cujo papel na luta pela libertação é reconhecido, até hoje, por todos os africanos.

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