Cultura

Obra do Poeta Maior gera debate na União

Mário Cohen |

A dimensão cultural e política de Agostinho Neto, fundador da Nação, foi abordada durante um debate realizado na quarta-feira, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, que teve como enfoque o futuro da literatura nacional.

Exposição fotográfica realça a vida e a obra de Agostinho Neto
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O debate realizado no quadro do habitual encontro cultural na UEA, Maka à Quarta-Feira, subordinado ao tema “Pensar em Neto: do idealismo para o concreto”, incluiu os temas “O futurismo na literatura angolana - Agostinho Neto em diálogo com Jofre Rocha”, apresentado por André Mayamona, “Os valores sagrados em Sagrada Esperança”, que teve como prelector Alfredo G. Vinevala Calala, “A poética de Agostinho Neto”, dissertado por Mabanza Xavier Esteve Kambaca e “Vida e obra de Agostinho Neto”, na voz de Domingos Martins. 
Alfredo Calala disse que as obras de Agostinho Neto já foram muito estudadas por especialistas, investigadores e escritores, que deram origem a várias obras literárias, com destaque para “Duas Faces da Esperança”, de António Quino, “Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa”, de Pires Laranjeira, e “Ensaio para Inversão do Olhar - da Literatura angolana à literatura portuguesa”, de Luís Kandjimbo.
À margem da palestra, foi inaugurada uma exposição fotográfica, com 25 imagens de Neto, que ilustram as diversas actividades em que o fundador da Nação participou, como na colheita de cana de açúcar, a abertura de um torneio de futebol em Luanda e no exílio em Cabo Verde.
A exposição apresenta imagens das exéquias do primeiro Presidente da República, que ainda estão marcadas na memória do muitos angolanos, assim como da visita a Portugal, por ocasião dos Acordos de Alvor, e da proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975. As fotos foram cedidas pelo Memorial António Agostinho Neto (MAAN).

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