Obras de Aguinaldo expostas no Lubango

Domingos Mucuta | Lubango
4 de Novembro, 2015

Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

O artista plástico Aguinaldo Faria apresenta a partir de amanhã até 20 deste mês, no átrio da Mediateca do Lubango, província da Huíla, a primeira exposição individual, com o tema “Psicoloarteologia e os ecos da Independência”, revelou, ontem, o autor.

Aguinaldo Faria, com uma trajectória iniciada aos sete anos de idade, informou que a exposição integra 16 quadros projectados em acrílico sobre tela, nos quais apresenta a visão artística sobre os benefícios da Independência com eco na sociedade.
O pintor disse que a temática da exposição mostra uma nova tendência na abordagem de aspectos psicológicos e sociais através das artes, com destaque para a pintura, um estilo que assume como seu e pretende divulgar para os amantes das artes plásticas.
Aguinaldo Faria defende na exposição a teoria e o conceito da psicologia, a lógica das artes plásticas fortemente marcadas pelas cores livres, frísios artistas, o abstracto geométrico e figurativo.
O artista entende que a psicologia não pode existir sem o olhar para a história e para as crenças de um povo. “Dai a ligação da exposição com os aspectos históricos das conquistas durante os 40 anos de Independência”, referiu.
O artista disse que o estilo pode ter influências terapêuticas e pedagógicas, porque entende que a psicologia pode usar as artes para perceber as manifestações intrínsecas do paciente como o carácter, o estado de espírito, as aspirações e a personalidade.
Acrescentou que tem usado as artes para ocupar os jovens e retira-los das trocas, ensinando as técnicas da pintura no seu ateliê algures no bairro da Lalula, arredores da cidade do Lubango.
“Na educação é possível usar as artes como fonte de alegria e de aprendizagem, pelo facto de as crianças aprenderem facilmente através de cânticos e do desenho. O psicólogo pode também usar as artes para entender os comportamentos típicos e atípicos do indivíduo”, disse.
Aguinaldo Faria, nascido aos 2 de Agosto de 1976, reconhece ser  possível viver das artes plásticas no Lubango, a julgar pelo interesse de entidades e instituições públicas e privadas da província da Huíla que solicitam as suas obras para ornamentar residências e escritórios.

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