Obras de Edson Chagas em exposição em Luanda

Francisco Pedro |
10 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O artista plástico Etona considerou a exposição de fotografia “Tipo Passe" uma proposta válida no âmbito da reflexão cultural africana, por as obras inquietarem as pessoas ansiosas por saber quem está por detrás das máscaras.

“Tipo Passe", de Edson Chagas, foi inaugurada no fim-de-semana, no Instituto Camões -  Centro Cultural Português. Para Etona, as 14 fotografias, cujos motivos principais são máscaras, traduzem atitudes humanas como a negação da morte.
Pintor e também secretário-geral da União Nacional de Artistas Plásticos, disse que a personificação das máscaras, vestidas como se fossem pessoas, leva-o a pensar no facto de o homem negar, às vezes, a sua natureza, através da fuga “da razão, da verdade e, consequentemente, da morte".
A preparação da exposição teve início em 2012. Suzana de Sousa é a curadora da mostra que fica aberta até ao dia 18, com o apoio do BESA, que a considera mais uma forma de estimular a expressão artística, contribuindo para o reconhecimento dos fotógrafos angolanos que, através das suas imagens, captam a essência e o espírito da cultura.
Teresa Mateus, directora do Instituto Camões - Centro Cultural Português, disse que a instituição que dirige convidou o artista a expor, fazendo a sua estreia individual naquele espaço da embaixada de Portugal no país. Fotógrafo profissional, Edson Chagas nasceu em Luanda e formou-se em fotojornalismo no London College of Comunication. Frequentou o curso de fotografia documental na Universidade de Newport, no País de Gales. Na Escola de Imagem e Comunicação de Portugal tirou o curso de fotografia nas áreas de publicidade e fotojornalismo.
O fotógrafo tem sido referência constante no concurso BESAFoto, tendo integrado o júri nacional nas edições de 2011 e 2013. Participou em diversas exposições no Brasil, Portugal, Alemanha, Camarões, Etiópia e Grã-Bretanha. Em 2013, o seu trabalho “Luanda Cidade Enciclopédica” foi o principal cartão de visita do Pavilhão de Angola na Bienal de Veneza, valendo-lhe a atribuição do Leão de Ouro do certame para a categoria de Pavilhão Nacional.

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