Obras de Warhol exibidas na Turquia


14 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Uma exposição das obras mais evocativas e populares de Andy Warhol, inaugurada pelo sobrinho, James Warhola, está patente no Museu de Pera, em Istambul, para retratar o génio da pop arte sob um ponto de vista pessoal.

A mostra, denominada “Andy Warhol: Arte Pop para Toda a Gente”, exibe 87 trabalhos do artista nascido em Pittsburgh, nos Estados Unidos, incluindo as famosas obras dos rótulos das latas de sopa Campbell, criadas pela primeira vez em 1962 e actualizadas ao longo dos anos.
“Como familiares, vimos Andy Warhol trabalhar nas primeiras latas de sopa”, disse o sobrinho, de 59 anos, na abertura da exibição de artes plásticas. “Não entendíamos o que queria dizer, porque éramos apenas pessoas do campo em Pittsburgh, mas sabíamos que era importante. Tudo começou com as latas de sopa.”
Os dez trabalhos sobre as latas de sopa ocupam uma parede inteira na primeira sala da exibição no Pera, onde o chão é coberto por enormes letras de metal cor-de-rosa, com o nome do artista.
Andy Warhol originou muita polémica antes de conquistar o seu lugar como uma das figuras mais importantes da arte na segunda metade do século XX e agora, 27 anos depois da sua morte, ele é o centro de muitas exposições internacionais.
“Desde a sua morte houve muitas mostras, todos os anos, e em todas as grandes cidades do mundo. Ele nunca fez tantas exposições de artes plásticas durante a sua vida”, disse Warhola. “Era um ilustrador famoso, depois um artista pop, mas, na altura da morte não era considerado tão importante como se tornou hoje em dia”, rematou James Warhola.
As peças em exposição no Museu de Pera foram emprestadas pelo Museu Zoya em Modra, na Eslováquia, o país dos pais de Andy Warhol. O Zoya afirma ter a maior colecção de obras de Warhol da Europa central.
“Arte Pop para Toda a Gente” está aberta até 20 de Julho e oferece uma rara oportunidade para o público ver séries do final da carreira do artista reunidas numa única mostra. “Ele fez uma data de séries na última década de vida, num momento em que o seu trabalho já não era considerado de vanguarda”, disse Warhola. “Agora, nos últimos anos, vemos isso sob uma perspectiva histórica e percebemos que ele ainda era inovador nos anos 80.”

O artista

Aos 17 anos, em 1945, entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon, e formou-se em design. A seguir, mudou-se para Nova Iorque e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como a “Vogue” e “The New Yorker”, além de fazer anúncios publicitários para vitrinas de lojas. Assim começou a sua carreira de sucesso como artista gráfico, que obteve vários prémios como director de arte do “Art Director’s Club” e do “The American Institute of Graphic Arts”.
A sua primeira exposição individual realizou-se em 1952, na Hugo Galley, onde exibiu 15 desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos foi mostrada em diversos sítios durante os anos 50, incluindo o MoMA, Museu de Arte Moderna, em 1956, altura em que passou a assinar Warhol.
Os anos de 1960 protagonizaram uma viragem na sua carreira de artista plástico e passou a utilizar a publicidade nas suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes. Reinventou, desta forma, a pop art, com a reprodução mecânica e as suas múltiplas serigrafias, com rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara, Brigitte Bardot e símbolos icónicos da história de arte, como a Mona Lisa, de Da Vinci.
Além das serigrafias, Andy Warhol também utilizava outras técnicas de arte, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
Em 1968, Valerie Solanas, fundadora e único membro da SCUM (Society for Cutting Up Men - Sociedade para Eliminar os Homens) invadiu o estúdio de arte de Andy Warhol e disparou-lhe três tiros, mas o ataque não foi fatal e o artista conseguiu recuperar, depois de uma cirurgia.
Em 1987, foi operado a uma vesícula biliar. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. A sua frase: “In the future everyone will be famous for fifteen minutes” (“No futuro todos vão ser famosos durante 15 minutos”) é uma referência no mundo das artes.

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