Odebrecht faz restauro de património


6 de Outubro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

O Instituto Nacional do Património Cultural (INPC) anunciou ontem em Luanda que técnicos da Odebrecht instalaram o arco da janela da Sacristia da Igreja Nossa Senhora do Rosário, da antiga Fortaleza de Cambambe, no Cuanza Norte.

De acordo com o INPC, a actividade foi executada com sucesso, tendo sido o arco posicionado nas paredes restauradas no mês passado, e considerou tratar-se de um desafio, porque o arco pesa mais de 4,5 toneladas e a área não dispõe de acesso a equipamentos no seu interior, obrigando a instalação de um guindaste dentro da igreja, porque a Fortaleza está cercada por muralhas, o que leva à utilização de equipamentos auxiliares.
Classificadas como Monumento Nacional, através do Decreto Provincial número 67, de 30 de Maio de 1925, as ruínas da Fortaleza de Cambambe, monumento histórico-cultural, estão a ser recuperadas desde o princípio do ano, numa acção entre o Ministério da Cultura e a Obdebrecht.
Os trabalhos baseiam-se na recomposição dos pontos que se danificaram com o passar do tempo, como paredes rachadas, buracos na muralha, sendo já reconstituídos cerca de 18 pontos, e enquadram-se no programa de preservação e revalorização do património histórico, arqueológico e cultural do Corredor do Cuanza.
O objectivo é preservar, reforçar e proteger as zonas históricas de Cambambe, associando a sua estabilização a estratégias de desenvolvimentos económico, social e cultural, através do turismo, ambiente e desenvolvimento urbano.
O compromisso foi assinado na 5ª edição da Feira de Artesanato do Dondo, em 2014, e prevê-se a sua conclusão no final deste ano. A Fortaleza de Cambambe foi erguida pelas tropas portuguesas, em 1604, no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano pela via do rio Cuanza, o maior do país, assegurando a defesa do presídio, um estabelecimento de colonização militar, fundado naquela época.
A ocupação da região das serras de Cambambe foi bastante onerosa para o regime colonial, em virtude da resistência oferecida pelos habitantes à conquista estrangeira.
Além de materializar a presença militar portuguesa, o presídio constituiu-se num activo entreposto de mercadorias e de escravos capturados na região, aguardando pelo seu transporte para o continente americano. A partir de meados do século XIX, o presídio e a sua guarnição foram governados por um capitão-mor.

Património Mundial


No mês passado, a Pedra Laúca, localizada no município de Cambambe, foi classificada como património histórico-cultural pelo Ministério da Cultura, acto ocorrido à margem da Feira do Artesanato do Dondo.
Na ocasião, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou que o monumento “está na lista indicativa de património da UNESCO”, à espera de certificação daquela instituição mundial.
À semelhança da cidade de Mbanza Congo, na província do Zaire, o Corredor do Cuanza é também um dos projectos que o Ministério da Cultura propõe à Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), para constar na Lista do Património Mundial.
O descerramento da placa que classifica a Pedra Laúca como património histórico-cultural nacional culminou com um acordo de cooperação entre o Ministério da Cultura, o Governo Provincial do Cuanza Norte, o Gabinete de Aproveitamento do Médio Cuanza e a Odebrecht.

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