Olhares sobre Angola através do cinema


26 de Junho, 2014

Fotografia: DR

A mostra de cinema Olhares Sobre Angola regressa nos dias 2 a 3 de Julho à Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em Lisboa, para a sua terceira edição.

Depois do sucesso da última edição, com várias sessões esgotadas, Olhares Sobre Angola volta a um dos mais nobres espaços de exibição de cinema em Lisboa, com uma programação integralmente dedicada ao cinema produzido em Angola, permitindo ao público português conhecer os novos autores deste país e aproximar-se desta cultura em actual efervescência.
A mostra de cinema Olhares Sobre Angola é uma produção da Associação Cultural Il Sorpasso e Mukixe Produções, em parceria com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
Na quarta-feira, 2 de Julho, às 19h00, na sala Luís de Pina, é exibido “Angola, Ano Zero”, de Ever Miranda Palacio. Um documentário que nos convida a entrar na nova realidade angolana através de um diálogo entre emigrantes, após 30 anos de conflito armado: o realizador - um jovem cubano que deixou o seu país para se estabelecer em Angola, na esperança de melhorar a sua situação económica - e esses jovens angolanos “retornados” e determinados a contribuir para a redefinição de um novo projecto cultural e económico para o país.
Às 20h00, na esplanada da Cinemateca, é lançado e apresentado o DVD de Mariano Bartolomeu “Curtas-Metragens 1989 - 2008”, com a presença do autor. Trata-se de uma obra de extrema importância de um dos pioneiros do cinema angolano. Há cópias existentes dos seus filmes em vários arquivos internacionais, que ainda não foram recuperadas nem restauradas.
Às 20h30 é servido um cocktail de boas-vindas a todos os presentes. "Hereros Angola", de Sérgio Guerra, é exibido na sessão de a­bertura da mostra, às 21h30, na Sala Félix Ribeiro. Trata-se de um documentário sobre o grupo étnico com o mesmo nome, habitantes das terras do sudoeste de Angola, povo Bantu. Os Hereros são donos de uma tradição ancestral que é passada oralmente de pais para filhos. Este filme mostra o conhecimento vivo destes povos.
Na quinta-feira, 3 de Julho, às 15h00, “Aprender a Ler Para Ensinar Meus Camaradas”, do realizador João Marques Guerra é exibido na sala Luís de Pina. Este documentário musical acompanha a jornada de dois músicos angolanos, Wyza Kendy e Dodó Miranda, que viajam até à Baía, Brasil, em busca de traços de uma ancestralidade perdida e retrata uma herança angolana fora de Angola e reencontrada através da música.
Às 19h00, na mesma sala, tem lugar uma sessão com selecção dos melhores videoclips e vídeos experimentais realizados nos últimos tempos em Angola. De Nástio Mosquito a Jorge de Palma, passando pela dupla Lindomar e Olímpio de Sousa contemplando, ainda, a cinematografia de Paulo Azevedo e do artista plástico Binelde Hyrcam.
Às 19h30, “Olhares Sobre Angola” inaugura uma nova secção, “Olhares Sobre…”, que pretende centrar-se na obra de profissionais do cinema angolano. Nesta terceira edição, a mostra coloca os “Olhares Sobre… Mariano Bartolomeu” e traz à sala Dr. Félix Ribeiro uma selecção das curtas-metragens, a­companhadas pela presença do realizador: “Caribeando”  (1989), “Un Lugar Limpio y Bien Iluminado” (1991), “O Que Faz Correr Quim?” (1991), “O Sol Ainda Brilha” (1995), “O Contador de Histórias” (2003) e “Uma Noite Perfeita para Falar de Amor” (2008).
A última sessão de Olhares Sobre Angola decorre às 22h00, na sala Luís de Pina, com “Death Metal Angola”, de Jeremy Xido, um filme que segue o sonho de Wilker e Sónia - organizar o primeiro concerto de rock nacional, juntando membros da cena musical hardcore angolana de várias províncias. A narrativa avança, aos solavancos, no cenário bombardeado e minado do outrora imponente Huambo.
Na sala 6X2 e de entrada gratuita, durante os dias 2 e 3 de Julho, são apresentados em sessão contínua e projetada em DVD, das 13h30 às 21h30, os filmes em depósito no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento - Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema: “Eu Sou, Eu Era, Eu Quero Ser Pioneiro Político”, de Henrique Ruivo Alves (Ritz), “Rebita”, de realização colectiva coordenada por Manuel Costa e Silva, “Kizomba, Velha Guarda”, um filme que fazia parte do projecto Ngoma (jornais culturais), uma realização colectiva que contou com a participação de Leonel Efe e de Alberto Sebastião, entre outros, “Ngudi a Khama Cokwes”, de Manuel Mariano e Alberto Sebastião, e “Os Meus Irmãos Cokwes”, de Manuel Mariano.

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