Os manuscritos de Koltès têm agora um novo "lar"


2 de Março, 2015

Fotografia: REUTERS

Os manuscritos do dramaturgo Bernard-Marie Koltès, dos nomes essenciais para a criação literária e teatral francesa contemporânea, estão guardados desde ontem na Bibliothèque National de France (BNF), Paris.

Os arquivos do dramaturgo, desaparecido prematuramente em 1989, aos 41 anos, têm agora nova morada devido à doação de François Koltès, o irmão do escritor, e à aquisição de outros manuscritos, anunciou a instituição em comunicado.
Os manuscritos de peças, como “Na Solidão dos Campos de Algodão”, “Cais Oeste” ou “Roberto Zucco”, retratos, correspondência e outros documentos de Koltès figuram agora entre os trabalhos de autores como Stendhal, Flaubert, Zola, Proust, Claudel ou Sartre.
A ministra francesa da Cultura e da Comunicação, Fleur Pellerin, disse que “os arquivos enriquecem ainda mais o património colectivo sobre de um autor mais do que nunca estudado e interpretado nas escolas e nos palcos de todo o mundo”. Só no último ano, declarou, as suas peças foram apresentadas em vários países, como foram os casos de “Cais Oeste”, recriada pelo croata Ivica Buljan, e uma recente versão de “Na Solidão dos Campos de Algodão”, feita pelos portugueses Maria João Luís, Rita Blanco e Marcello Urgeghe.
Um comunicado da BNF refere que os arquivos tornam igualmente mais claros “aspectos menos comuns da carreira do dramaturgo, como os seus projectos e realizações cinematográficas, com destaque para o guião e as notas de montagem do filme ‘La Nuit Perdue’, rodado em Estrasburgo, que ele próprio realizou, em 1973”.
“A obra de Koltès está agora mais acessível e muito mais longe de desaparecer”, sublinha o comunicado de imprensa.

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