Cultura

País projecta novas instalações

Roque Silva

Novas instalações de conservação, preservação e  acervo da memória colectiva vão ser criadas para garantir o acondicionamento de arquivos nas administrações municipais e comunais, nas 18 províncias do país, revelou sábado deste ao Jornal de Angola, o director -geral - adjunto do Arquivo Histórico de Angola.

Novas instalações de conservação, preservação e acervo da memória colectiva vão ser criadas para garantir o acondicionamento de arquivos nas administrações municipais e comunais, nas 18 províncias do país, revelou ontem ao Jornal de Angola, o director -g
Fotografia: Agostinho Narciso|Edições Novembro

Francisco Alexandre falava sobre “O papel do Arquivo Histórico Nacional na gestão e organização dos Arquivos”, alusivo ao Dia Internacional de Arquivos que hoje se comemora, disse que as estruturas vão funcionar como arquivos,  a criação obedece a critérios de prioridade que incidem, numa primeira fase, nas províncias sem capacidade e condições de preservação de documentos.
Senão, acrescentou, todos os arquivos vão poder ser acomodados em espaços existentes das sedes dos governos provinciais. Segundo o historiador, o projecto em marcha inclui a preservação de documentos diferentes de departamentos ministeriais, consta dos regulamentos e leis ainda em discussão que vão reger o Sistema Nacional de Arquivos, integrado na Lei Geral dos Arquivos 14/17, publicado em 1ª Série do Diário da República nº 133, de Agosto último.
“Ainda estamos a trabalhar no Decreto Lei específico e sem adiantar os anos, trabalhamos com os governos provinciais, nos próximos dois anos vamos dar passos firmes para a construção de edifícios.”
O historiador alertou, por outro lado, que o Arquivo Histórico é mais abrangente que o local para guardar a memória colectiva do país, pois, é responsável pela política arquivística nacional, a quem cabe ditar as regras de como se deve tratar e cuidar dos documentos produzidos nas instituições, a partir do Poder Legislativo, Executivo e Jurídico, até às administrações locais.
“Arquivo é informação valiosa em termos diplomático, arquivístico, histórico e de memória,  é a partir dele que se criam políticas, se programa a vida e a cultura de uma nação”, disse o director -geral - adjunto do Arquivo Histórico de Angola.

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