Palácio de Ferro reabre as portas ao público


15 de Janeiro, 2016

Fotografia: Rogério Tuti

O Palácio de Ferro, localizado na baixa de Luanda, reabre amanhã, às 16h00, as suas portas ao público, depois do processo de reabilitação infra-estrutural a que foi submetido.

Para a recuperação da infra-estrutura, processo que contou com o patrocínio da Endiama e com a duração de dois anos, por ser um monumento histórico, classificado como património cultural  do país, foram adoptados  os critérios  recomendados  internacionalmente para a reestruturação  de bens arquitectónicos  de valor cultural.
O processo de reabilitação incluiu ainda o reaproveitamento, na medida do possível, de todas as peças originais, substituição por réplicas de peças, assim como a utilização de elementos de feitura contemporânea nas inserções ditadas pelo novo programa  de uso, como instalações de climatização e iluminação.
Com um piso e três salas de exposição, a infra-estrutura mantém a originalidade dos matérias empregues, dando melhor qualidade na vida da estrutura.
Com nova imagem, a instituição abre com uma exposição da Fundação Sindika Dokolo, no âmbito da Trienal de Luanda.
O Palácio de Ferro é um edifício histórico de Luanda, que se crê ser da autoria de Gustave Eiffel.
O edifício possuiu uma  decoração em filigrana metálica e tem um  avarandado envolvente, sendo o melhor exemplar da arquitectura do ferro em Angola.
A história do edifício está envolta em mistério, já que não existem registos da sua origem. Acredita-se que a estrutura em ferro forjado tenha sido construída na década de 1880/1890 em França, como pavilhão para uma exposição, e posteriormente desmontado e transportado de barco com destino provável a Madagáscar. Existe alguma especulação sobre a forma como chegou a Angola. Segundo algumas fontes, o navio que o transportava acabou por ser desviado da sua rota pela Corrente de Benguela, naufragando perto da Costa dos Esqueletos em território angolano.
Outras fontes de pesquisa indicam ainda que o equipamento acabou por ser desembarcado em Luanda e vendido em hasta pública, tendo sido arrematado pela Companhia Comercial de Angola que, de facto, adquiriu o Palácio de Ferro nos finais do século XIX.
Durante o período colonial o edifício gozava de um grande prestígio e foi usado como centro de arte. Após a independência e a subsequente guerra, o palácio entrou em estado de ruína e o espaço envolvente foi transformado num parque de estacionamento de viaturas.

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