A disputa pelo tesouro de George Lucas


20 de Junho, 2014

Fotografia: Dr

O realizador George Lucas anda à procura de um lugar para construir um museu que albergue a sua colecção particular de obras de arte e aparelhos cinematográficos, um projecto que está disposto a pagar do seu bolso e que não quer estabelecer em São Francisco, Los Angeles ou Chicago.

O complexo, que vai chamar-se Lucas Cultural Arts Museum, pretende ser uma referência mundial da narrativa visual, desde as tradicionais ilustrações até à cinematografia clássica e a sua evolução na era digital.
Nas suas salas vai ocupar um lugar destacado o universo da série de filmes “Star Wars”, com a exibição do vestiário completo do vilão Darth Vader, uma maqueta do Falcão Milenário ou o “landspeeder” de Luke Skywalker em tamanho real.
“Não existe um museu como este”, disse Lucas na sua proposta final à The Presídio Truste, agência federal criada para transferir a antiga fortificação espanhola chamada Presídio, icónico enclave em São Francisco com vista para o Golden Gate, onde o pai de “Star Wars” sonhava construir a sua instalação.
Os desejos do realizador  George Lucas ficaram sem efeito em Fevereiro, quando The Presídio Truste recusou o projecto, por considerar que não era apropriado para esse ambiente e, embora se tenha oferecido uma alternativa, o contratempo foi suficiente para o realizador começar a estudar outras opções.
Apareceu em cena Chicago, cidade da mulher de George Lucas, Mellody Hobson, e cujo Presidente da Câmara, Rahm Emanuel, juntou um grupo de especialistas para dar com urgência um destino atractivo ao edifício.
Esse lugar acabou por ser um terreno de sete hectares na margem do lago Michigan, que terminou por transformar Chicago num “adversário muito sério” nesse conflito, segundo o porta-voz do museu.
O projecto inicial previsto para São Francisco pressupunha 300 milhões de dólares, um investimento que corria a cargo de George Lucas, que além disso doava ao morrer 400 milhões de dólares, para garantir que a instalação pudesse continuar em funcionamento. A colecção de George Lucas, cujo valor se estima em mil milhões de dólares, fez parte de exposições itinerantes que durante os últimos 15 anos passaram por 69 cidades e receberam mais de dez milhões de visitantes.
Além dos elementos de “Star Wars”, no catálogo do museu figuram desenhos originais de contos como “Alice no País das Maravilhas” (1864) e “Capuchinho Vermelho” (1911), ilustrações digitais como “Flamengo” (2011) de Francisco José Albert Albusac, e elementos do uso das técnicas visuais na cinematografia moderna.
Está previsto que George Lucas se pronuncie sobre o lugar do seu museu nos próximos meses.

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