Aberta a Casa de Angola no Rio

João Dias | Rio de Janeiro
7 de Agosto, 2016

Fotografia: Mota Ambrósio

A Embaixada angolana no Brasil passa a dispor desde ontem de uma casa de cultura no Rio de Janeiro, no âmbito da expansão e promoção da imagem externa do país, com realce para a componente cultural, desportiva e de criação de oportunidades de negócios.

A Casa de Angola, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana, foi ontem inaugurada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, por ocasião da participação de Angola nos Jogos Olímpicos do Rio.
O Vice-Presidente disse na ocasião que a implantação da Casa de Angola no Brasil vai permitir à comunidade angolana ter um lugar a partir do qual pode inteirar-se e acompanhar os progressos e as dificuldades por que passa o país. Além disso, notou, a Casa de Angola, como diz o próprio nome, vai ser também um ponto de encontro de muitos angolanos há muito desencontrados.
O Vice-Presidente sublinhou, por isso, ser fundamental não esconder as dificuldades que o país enfrenta, sublinhando ser preciso reconhecê-las e saber enfrentá-las.
Ainda sobre a Casa de Angola no Brasil, Manuel Vicente lançou um desafio centrado na necessidade de atribuir à estrutura uma real funcionalidade e a sua manutenção física.
“Com a inauguração desta casa, surge-nos um desafio: foi tudo muito bonito na inauguração. Gostaríamos que quando cá voltássemos, pudéssemos encontrar a casa funcional”, disse, acrescentando que fica também o desafio da actualização da informação. Manuel Vicente disse esperar que a estrutura sirva de fonte de inspiração para os atletas angolanos, a quem pediu o melhor do seu empenho nas competições que têm pela frente nos Jogos Olímpicos.
Ontem, às 19h00 do Rio (23h00 em Angola), o Vice-Presidente assistiu à partida inaugural da selecção olímpica angolana de Andebol contra a sua congénere da Roménia.
O embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme, referiu que a inauguração da Casa de Angola insere-se na promoção da imagem de Angola no exterior e que a sua transformação de centro cultural para casa, por ocasião dos Jogos Olímpicos, visa marcar de forma indelével a presença de Angola no maior evento desportivo à escala mundial. Segundo o diplomata, o objectivo é que todos quantos nesta fase dos Jogos e não só passem pelo Rio de Janeiro entrem em contacto com a realidade angolana nas suas mais diversas vertentes.
O embaixador lembrou que o Rio de Janeiro é um dos Estados da República Federativa do Brasil com mais angolanos residentes, só superado por São Paulo. O Rio conta com 9.210 angolanos, entre residentes e estudantes, registados nos serviços consulares nos últimos três anos. Além disso, os serviços consulares emitiram 1.200 passaportes a residentes angolanos no Rio, que até então não eram portadores de qualquer documentação que os identificasse como angolanos. O embaixador Nelson Cosme referiu também que no quadro de uma parceria com os serviços brasileiros de apoio ao empreendedorismo, foram formados dezenas de angolanos nas áreas de artesanato e formação artística, visando a criação de micro empreendedores.
A cerimónia de inauguração da Casa de Angola contou com a presença do ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, do secretário de Estado dos Desportos, Albino da Conceição, do cônsul-geral no Rio de Janeiro, Rosário de Ceita, e dos presidente e vice-presidente do Comité Olímpico Nacional, Gustavo da Conceição e Mário Rosa, respectivamente.

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