Cultura

Artista Imanni da Silva realiza primeira mostra

Amilda Tibéria

A paixão, o calor, a sensualidade e o perigo que atrai a cor vermelha pela sua intensidade e mistério, assim como o reflexo do seu espírito revolucionário, que na moda é glamour, requinte e estimula a sexualidade, são o foco da primeira mostra individual da artista plástica Imanni da Silva.

Artista plástica destaca a cor vermelha na exposição de estreia
Fotografia: Dombele Bernardo |Edições Novembro

Intitulada “Vermelho Sou, Vermelho Somos”, a exposição patente desde quinta-feira até 16 de Agosto, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, reúne um conjunto de 15 obras de pintura, em técnicas diversificadas como acrílico, óleo, colagem sobre tela e madeira e vários materiais, como cetim, papel de cartolina, purpurinas e cristais swarovski.
Para a artista, “Vermelho Sou, Vermelho Somos” é uma paragem obrigatória num semáforo, a sedução de um batom, estimulando os batimentos do músculo que nos mantém vivos, bombardeando o vermelho riacho que nos corre nas veias.
Imanni da Silva explicou que escolheu o vermelho para a sua primeira exposição por ser uma cor  que  significa a mais antiga cromática do mundo, marcado pelo forte simbolismo do fogo, como poder divino, sangue, domicílio da alma, cor da vida, símbolo da energia  e intensidade no seu infinito e irresistível poder.
A artista, que já participou no Camões, numa exposição colectiva que reuniu cinco mulheres em 2016  e regressa com “Vermelho”, disse ser com essa ousadia, “que me caracterizo e alimento os meus sonhos, com criatividade, com um percurso futuro pleno de novas explosões cromáticas e diversificadas incursões, porque o céu é o limite.”

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