Cultura

Candidatura de Mbanza Kongo tem apoio dos Estados da CPLP

Os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) trabalharão em apoio à candidatura da cidade de Mbanza Kongo a património da humanidade junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Património de Mbanza Kongo
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

A informação foi dada pelo ministro da Cultura do Brasil, Roberto Freire, no encerramento sexta-feira do décimo encontro dos Ministros da Cultura da CPLP na cidade de Salvador da Baía, Brasil.
“Não só aprovamos esta proposta de Angola, mas foi decidido também que nos vamos entregar a fundo para que este património seja reconhecido pela UNESCO. É um compromisso que o encontro assumiu. Este pleito de Angola é justo e importante para todos nós”, completou. A CPLP também iniciou um debate sobre acções práticas para elevar a cultura ao ‘status’ de um sector fundamental na economia do mundo globalizado.
“A grande discussão que demos início, de forma muito significativa, é colocar a cultura como um sector fundamental deste mundo do futuro no campo da economia. Não tenho dúvida que a cultura será talvez um dos elementos mais dinâmicos de toda a actividade dos países no futuro”, disse.
Roberto Freire explicou ainda que dentro desta perspectiva, os Estados-membros da CPLP consideram ser “necessário não apenas trocarmos documentários, filmes, peças de teatro, mas também fazer a capacitação com integração do ponto de vista económico”. O ministro frisou ainda a importância da criação do prémio Monteiro Lobato, acordado entre os governos do Brasil e de Portugal, para premiar autores infanto-juvenis que escrevem em língua portuguesa.
“No encontro houve a assinatura do prémio Monteiro Lobato de literatura infanto-juvenil, que foi importante na perspectiva de formar futuros leitores. A CPLP é uma comunidade que precisa formar novos leitores”, concluiu o ministro brasileiro.
O encontro entre os ministros da Cultura dos países membros da CPLP em Salvador da Baía aconteceu seis meses depois de o Brasil ter assumido a presidência rotativa da organização para o biénio 2016-2018. A delegação angolana ao encontro foi chefiada  pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

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