Caverna de Chauvet Património Mundial


26 de Junho, 2014

A Caverna de Chauvet, onde se encontram as pinturas rupestres mais antigas e conhecidas até aos dias de hoje, entrou para a lista do Património Mundial da UNESCO, anunciou o comité desta agência das Nações Unidas em Doha.

A imensa gruta, situada 25 metros abaixo da terra numa colina calcária do sul de França, “é um testemunho único e excepcionalmente bem conservado”, segundo o texto do Comité do Património Mundial da UNESCO.
“Os vestígios arqueológicos, paleontológicos e artísticos da gruta ilustram, como nenhuma outra do começo do Paleolítico Superior, a frequência das cavernas para práticas culturais e rituais”, destaca o texto.
A caverna, que permaneceu fechada por 23.000 anos devido a um deslizamento de rochas e foi redescoberta em 1994 por três espeleólogos - Jean-Marie Chauvet, Christian Hillaire e ElietteBrunel - contém mais de mil desenhos, uma expressão excepcional da primeira criação artística do homem durante o Paleolítico Superior, há 36.000 anos. Os desenhos feitos na rocha incluem uma espécie de zoológico gráfico constituído por 435 representações, que mostram 14 espécies: ursos, rinocerontes, um leão, uma leoa, uma pantera e bisontes.
Nas paredes da caverna, também é possível observar umas dez mãos em negativo e positivo, representações do sexo feminino e, ao fundo, o desenho excepcional do corpo de uma mulher ao lado de um bisonte.
A caverna, conservada de forma excelente e muito maior que a gruta francesa de Lascaux (cujas obras têm entre 17.000 e 18.000 anos de idade), conta com inúmeras salas e galerias ao longo de 800 metros, e de até 18 metros de altura.
Ao contrário de Lascaux, descoberta em 1940 e deteriorada pelo dióxido de carbono gerado pela respiração dos visitantes, a Caverna de Chauvet nunca foi aberta ao público. Uma cópia criada na região e baptizada “Caverna do Pont-d’­Arc”vai permitir admirar as riquezas da cavidade original. Neste projecto, vários pintores, escultores, agências de arquitectos, cenógrafos e empresas de construção colaboraram para criar em escala real e em 35.000 metros os melhores aspectos da gruta original.Esta réplica deve ser aberta ao público em 2015.

Caminho do Inca


O Caminho do Inca, uma engenhosa rede de comunicação viária que se estendeu por seis países da América do Sul, foi declarado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, uma distinção que reconhece a sofisticação de um sistema pré-hispânico que surpreendeu o mundo.
Os trilhos, que serviam ao Inca para controlar o seu império (Tahuantisuyo), estendem-se da Argentina ao Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia e estavam u­nidas por uma rede de caminhos que constituíam o QhapaqÑan (Caminho Inca em quéchua).

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