Centro de Gestão em Nampula


15 de Julho, 2014

A vila municipal da ilha de Moçambique, distrito da província nortenha de Nampula, vai ser a sede do Centro de Gestão do Património Cultural da Humanidade dos Países Africanos da Língua Portuguesa (PALOP).

A informação foi dada pelo ministro moçambicano da Cultura, Armando Artur, durante um seminário internacional de formação de especialistas dos PALOP em matéria de prevenção de riscos, que teve lugar na ilha de Moçambique no princípio deste mês.
Armando Artur explicou que a criação daquele organismo continental visa acelerar os mecanismos de coordenação para o incremento de acções para o restauro do património tangível e intangível existente, não só naquele ponto, como noutros de África. Para tal, pediu cooperação para um aprofundamento dos termos de referência na criação do referido centro, o que envolve os respectivos governos e, recentemente, o Brasil, através do Centro Lúcio Costa, do Ministério da Cultura daquele país, uma instituição de renome no contexto da promoção e valorização da cultura.
“Mesmo assim, o Governo considera necessária a inscrição de mais bens na lista do Património Mundial da UNESCO. A ilha do Ibo, na província de Cabo Delgado (norte), foi escolhida para o efeito, no contexto do arquipélago das Quirimbas”, disse o ministro, citado pelo jornal “Notícias”.
Para este objectivo, o Governo moçambicano conta com o esforço dos parceiros de cooperação, sobretudo do Fundo Mundial para o Património Africano. A ilha de Moçambique, reconhecida pela UNESCO como Património Mundial desde 1991, tem um plano de gestão e conservação aprovado há quatro anos.

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