''Colecção Nazi'' em museu


27 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O presidente do museu de Berna, Suíça, Christoph Schaeublin, disse que aceita receber as obras deixadas em testamento à instituição pelo coleccionador Cornelius Gurlitt, noticiou a BBC.

O presidente do Museu de Berna afirmou que nenhuma obra roubada aos judeus entra na instituição. O Museu de Berna quer trabalhar com as autoridades alemãs para assegurar que todas as obras de arte roubadas regressam aos respectivos proprietários.
O presidente do Museu de Berna referiu que satisfazer o desejo de Gurlitt “não foi uma decisão fácil para o conselho da fundação”.  O octogenário alemão Cornelius Gurlitt, em cuja casa de Munique foram encontradas mais de 1400 obras de arte, grande parte roubadas aos judeus pelos nazis, morreu em Maio. O filho do negociante de arte de Hitler tinha um tesouro espectacular que incluía obras de Matisse ou Chagall, todos reunidos pelo pai, Hildebrand Gurlitt, nos anos de 1930 e 1940, com o objectivo de vender a arte considerada degenerada pelo regime nazi.
Cornelius Gurlitt, 81 anos, chegou a acordo, em meados de Abril de 2014, com o Governo alemão sobre o futuro das obras encontradas em 2012 no seu apartamento e imediatamente confiscadas. No acordo ficou estabelecido que as obras, roubadas pelos nazis, eram devolvidas aos seus proprietários ou descendentes, que tinham o prazo de um ano para provar a propriedade. As restantes peças voltaram para a posse do octogenário, que deixou em testamento deixou a colecção ao Museu de Belas Artes de Berna.
Num comunicado, os directores da instituição admitiram na altura que estavam “surpreendidos e maravilhados”, mas, apenas ontem confirmaram ter aceitado o desejo de Cornelius Gurlitt.
A BBC noticiou ainda que muitas das obras devem permanecer na Alemanha até serem localizados os proprietários.

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