Destruição do património preocupa as autoridades


8 de Agosto, 2015

Fotografia: Francisco Bernardo

Os ministros da cultura dos Estados membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) estão preocupados com a destruição, em grande escala, de infra-estruturas históricas e obras de artes constantes da lista do património mundial, na sequência dos conflitos armados registados em certos países do mundo, disse,  em Luanda, a ministra da Cultura.

Rosa Cruz e Silva falava após a sua chegada ao país, vinda da Itália onde participou na Conferência Internacional dos Ministros da Cultura dos Países presentes na Expo Milão 2015.
“A destruição do património histórico-cultural em vários países por força da guerra, conflitos étnicos, religiosos, militares, terrorismo ou mesmo de saques de bens patrimoniais, como acontece na Síria, Iraque e noutras regiões do mundo é uma preocupação dos Estados membros da UNESCO”, disse  a ministra, que acrescentou: “A situação da Síria é bastante preocupante, por ser um território considerado um dos símbolos dos berços da civilização, cujos museus foram brutalmente saqueados e destruídos.”
No Mali, explicou a ministra, monumentos e documentos de Ntubuto foram destruídos e acções do género ocorrem em muitos lugares de diferentes países membros da UNESCO. Rosa Cruz e Silva considerou positiva a participação de Angola na reunião, que além de abordar a destruição do acervo histórico mundial, debateu também a questão do combate ao tráfico  de bens culturais.
“Dos bens culturais que estão a ser destruídos, grande parte deles já estão classificados na lista do património mundial e esta reunião serviu para se fazer uma reflexão sobre esta problemática. Os participantes, no encontro, estiveram de acordo com a tomada de medidas urgentes para a preservação do acervo”,  referiu a ministra, que em Itália visitou o museu da Fundação Prada.

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