Cultura

Eleição de Mbanza Kongo está no centro das atenções

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou no sábado, em Mbanza Kongo, província do Zaire, que a candidatura desta cidade a património da humanidade está no centro das atenções do departamento ministerial e do chefe do Executivo angolano, José Eduardo dos Santos.

Ministra da Cultura Carolina Cerqueira
Fotografia: Edições Novembro |

A governante reagia ao discurso pronunciado pelo candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, que no seu discurso fez menção do projecto inscrito para a lista de património Mundial da UNESCO.
Segundo Carolina Cerqueira, com o apoio do Executivo, o Ministério da Cultura  desenvolveu nos últimos meses  uma ampla diplomacia cultural, através de contactos com organizações internacionais como a União Africana, CPLP, países africanos amigos entre os quais RDC, Congo Brazzaville, Gabão e Portugal.A ministra referiu que os contactos bilaterais permitiram sensibilizar os parceiros para o apoio à candidatura de Mbanza Kongo à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Carolina Cerqueira avançou que, em Julho deste ano o pelouro que dirige vai participar numa reunião, na República da Polónia, onde também será abordada e avaliada a candidatura de Mbanza Kongo, que será antecedida pela reunião de peritos africanos da UNESCO, na próxima semana, em Luanda.
 A ministra da Cultura explicou que o pronunciamento do candidato do MPLA sobre Mbanza Kongo representa um conforto institucional e respaldo ao trabalho até aqui realizado em prol da inscrição desta antiga capital do Reino do Kongo como Património da Humanidade.
“A riqueza cultural e histórica de Mbanza Kongo representa muito para a África e o Mundo, uma vez que a partir desta região saíram milhões de africanos com destino às Américas e à Europa, nos séculos passados, para povoar países como os Estados Unidos de América, Colômbia, Brasil, Uruguai, onde se conservam ainda algumas tradições e rituais dos ancestrais do Reino do Kongo”, disse a governante.
No seu discurso, João Lourenço destacou a civilização do antigo Reino do Kongo, que desde o Século XIII desenvolvia a diplomacia, possuía uma moeda, fabricava armas e extraía minérios.
O projecto de inscrição de Mbanza Kongo como património da humanidade, denominado “Mbanza Kongo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, foi lançado pelo Ministério da Cultura em 2007, na capital da Província do Zaire, com a realização da II Mesa-Redonda Internacional sobre a matéria.
O documento de candidatura está em posse do Comité do Património Mundial, com sede em Paris.

Tempo

Multimédia