Factos da história em palco

ROQUE SILVA |
25 de Março, 2017

Episódios da História de Angola desde a escravatura até ao fim do conflito armado neste século são recriados pelo grupo teatral Tujinguenji, que estreia amanhã, às 19h30, na Liga Africana, em Luanda, a peça “Traços do Tempo”.

O espectáculo, um drama escrito e encenado por Godofredo Pedro Baltazar, retrata a dor de uma mãe que tenta perceber os motivos que levam os seus filhos ao sofrimento.
Angola, personificada por um dos cinco personagens da peça, vive em permanente angústia por ver os angolanos subjugados por várias vicissitudes, desde a escravatura, no século XVII, até à assinatura dos acordos do Luena, que culminou com a conquista da  paz efectiva em 2002.
As personagens receberam o nome de alguns dos principais acontecimentos que marcaram a História de Angola, entre os quais a escravatura, a Independência, a guerra e a paz.
O autor da peça, Godofredo Pedro Baltazar, disse que o texto representa um reencontro com a História de Angola, baseado em acontecimentos e datas transportados para o palco.
Fundado em Abril de 1994 na Igreja Metodista Unida Emanuel, o grupo Tujinguenji explora nos seus espectáculos questões sociais.
Além de “Traços do Tempo”, o grupo teatral já levou à cena as peças “Vingança Espiritual ”, “Conflitos Juvenis”, “O bebucho chora”, “Amor e Sofrimento”, “Kissengu”, “Terra dos Dembos”, “A comida que os porcos negaram”, “Carta de um filho que não nasceu”, “Os dias do fim”, “Gato Malandro”, “Luanda, malícia e delícia ”, “Vidas Sofridas”, “Desgosto do Gosto”, “Fragmentos de Sangue”, “Quando a Consciência Fala”, “Vingança Espiritual” e “Amigo da Onça”.
O grupo participou em quatro edições do Prémio Cidade de Luanda, na categoria de teatro, e destacou-se em 2000 ao obter o terceiro lugar com a peça “Luanda, malícia e delícia”.
Tujinguenji participa regularmente em festivais e temporadas de teatro realizados na capital do país, como o Festival Angola Independente, criado em 2015 pela produtora Actos e Cenas, em parceria com os ministérios da Administração do Território e da Cultura, e no Prémio Kilamba, criado em 2016 para exaltar a figura de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola.

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