Féti é património cultural

Estácio Camassete | Huambo
9 de Janeiro, 2016

Fotografia: Francisco Lopes | Huambo

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, defendeu ontem, no Huambo, maior valorização e preservação do património nacional, para que sirva de legado às gerações vindouras.

Ao discursar no acto central do Dia da Cultura Nacional, Rosa Cruz e Silva referiu que a continuidade da defesa do património nacional só pode ser conseguida caso as pessoas tenham conhecimento que permita a transmissão deste legado às novas gerações, e sobretudo as condições técnicas que garantam o inventário, o estudo e a divulgação para a sua efectiva preservação.
A ministra Rosa Cruz e Silva apelou também à transmissão de valores culturais às gerações vindouras, tendo lembrado que as recomendações da UNESCO impulsionaram o Ministério da Cultura no sentido de formar agentes que vão proceder ao levantamento do património para que possa ser regularmente divulgado e valorizado.
“Precisamos de teses e monografias que facilitem essas temáticas, de modo a garantir maior sucesso nas acções que promovem o turismo cultural, a geração de renda para as comunidades e, consequentemente, para os seus criadores.”
Segundo a governante, a celebração do Dia da Cultura Nacional, que este ano tem como lema “Pela Preservação do Nosso Património Imaterial, defendamos o Cancioneiro Popular”, é sempre motivo para revisitar-se e evocar-se alguns aspectos de realce do património cultural material e da história de Angola.
Rosa Cruz e Silva exortou os angolanos no sentido de seguirem o exemplo de alguns países ricos e bem sucedidos, que mesmo com os níveis de desenvolvimento atingidos nunca abandonaram o essencial das suas tradições e particularmente as suas línguas, os bens patrimoniais, os contos, os provérbios e as canções. Quanto à valorização dos criadores de obras, a ministra manifestou-se favorável, dando-lhes o estatuto devido, para tornar o país mais rico, mais disponível para partilhar as suas riquezas com os demais Estados do mundo, tendo em conta a sua vasta diversidade cultural.
A preocupação com a inventariação, classificação dos bens patrimoniais visa a sua valorização e divulgação, disse a titular da pasta da Cultura. É um exercício que vai repetir-se todos os anos, razão pela qual defende a mobilização de estudantes para maior investigação.
A ministra promete dar maior atenção à mobilização de efectivos para a investigação das temáticas da História e da Cultura de Angola, para que em parceria com as instituições escolares o país possa dispor num futuro próximo de especialistas que se encarreguem de estudar a diversidade cultural angolana.

Reconhecimento e ganhos

O Ministério da Cultura reconheceu ontem no Huambo, com a outorga de diplomas de mérito às empresas CUCA e banco BCAN, pelo apoio prestado na realização das actividades culturais na província.
Também receberam diplomas de mérito e a quantia de 500.000 kwanzas, a cantora Ana Bela Essandjo e o artista plástico Pedro Hospital, pela sua entrega às artes.
A Estação Arqueológica de Feti, o Largo Dr. António Agostinho Neto e as Pedras de Kandumbu foram classificadas ontem como monumentos históricos de Angola, pela importância para a humanidade e para a cultura da região.
Uma biblioteca provincial foi inaugurada ontem no Huambo pela ministra Rosa Cruz e Silva, em cerimónia presenciada pelo governador provincial do Huambo em exercício, Francisco Calunga Quissanga.
A exposição documental sobre o Huambo, a Feira do Artesanato, no Jardim da Cultura e um espectáculo musico-cultural, no Pavilhão Multiusos Osvaldo Serra Van-Dúnem, marcaram ontem no Huambo o Dia da Cultura Nacional.

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