Magna Carta da Inglaterra exposta no Museu Britânico


5 de Fevereiro, 2015

As quatro cópias originais ainda existentes da Magna Carta, o tratado assinado em Inglaterra segundo o qual ninguém está acima da lei, foram colocadas juntas em exposição pela primeira vez, no Museu Britânico, em Londres.

Apenas 1.215 vencedores de um sorteio vão poder observar as cópias originais do acordo no qual o rei João de Inglaterra concedeu direitos a barões ingleses rebelados.
Ao colocar o selo real na Magna Carta, ou o rei João deu a todos os homens livres o direito a um julgamento justo, quando senhores feudais, em reacção aos altos impostos, renunciaram aos votos de aliança ao rei e invadiram Londres.
Escrito em 1215, o documento tornou-se um símbolo do Estado de Direito e ajudou a inspirar a Constituição dos Estados Unidos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Firmado há 800 anos nas margens do rio Tamisa, em Runnymede, em 15 de Junho, o tratado foi anulado pelo Papa, sendo restabelecido pelo rei Henrique III  em 1216, após a morte do rei João.
O documento somente passou a chamar-se Magna Carta em 1217, quando o seu teor integrou um tratado de paz assinado em Lambeth.
Mesmo que a Magna Carta inglesa não tenha obtido sucesso em preservar a paz na época, o documento ganhou prestígio particular entre os séculos XVI e XVII, quando serviu de fundamento para a formação da monarquia constitucional britânica.
A exposição segue hoje para a Casa dos Lordes antes de dois dos documentos serem devolvidos aos seus lares originais na Catedral Lincoln, no leste de Inglaterra, e na Catedral Salisbury, no sudoeste do país. As outras duas cópias originais ainda existentes da Magna Carta são mantidas pela Biblioteca Britânica.

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