Cultura

Manuscritos da heroína no acervo do Memorial

Cartas e outros manuscritos da autoria da heroína Deolinda Rodrigues foram entregues na quinta-feira, em Luanda, à direcção do Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), para constituir parte do acervo desta instituição.

Retrato da heroína Deolinda Rodrigues
Fotografia: Edições Novembro |

Os documentos foram entregues por Roberto de Almeida, irmão da heroína, ao presidente do Conselho de Administração da MAAN, Jomo Fortunato.
A documentação relata a trajectória de Deolinda Rodrigues durante o  período de guerrilha, sendo que as cartas e outros manuscritos falam da partida da heroína para várias partes do mundo, com destaque para o ano de 1959, altura em que saiu de Luanda para Lisboa, bem como as idas para o Brasil e Estados Unidos da América, em 1960, assim como a vigem a Moscovo, em 1965.
Na ocasião, Roberto de Almeida disse que as descrições contidas no seu livro intitulado “Diário de um exílio sem regresso” permitiram traçar parte do percurso de vida desta combatente, desde os tempos de acção clandestina em Luanda.
Roberto de Almeida lembrou que foi com base no livro “Diário de um exílio sem regresso”, publicado em 2003, que se produziu o documentário cinematográfico intitulado “Langidila”, em 2015.
O secretário de Estado da Cultura  disse que os manuscritos de Deolinda Rodrigues estão bem entregues no Memorial Dr. António Agostinho Neto, onde vão ser conservados e consultados pelas novas gerações. 
Cornélio Caley espera que o gesto  incentive outras pessoas em posse de documentos importantes sobre a história de Angola.

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