Mbanza Congo como Património da Humanidade

Luísa Victoriano | Malanje
9 de Agosto, 2016

Fotografia: Fernando Neto | Mbanza-Congo

O centro histórico de Mbanza Congo vai ser transformado nos próximos tempos em Património Cultural da Humanidade, o que vai projectar a nível internacional um dos mais importantes antigos reinos da África Subsaariana.

A informação foi avançada, na sexta-feira, na cidade de Malanje, pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, durante a abertura do IV Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura que decorreu sob o lema “A cultura faz-se nos municípios”.
Carolina Cerqueira assegurou que o  projecto já está concluído e devidamente encaminhado, ainda no decurso do actual mandato do Executivo angolano.
A titular da pasta da Cultura  afirmou que para sustentar a candidatura do projecto Mbanza Congo a património da humanidade, o tema foi discutido, recentemente, na sede da representação de Angola junto da UNESCO, em França, pelos empreendedores, que informaram os peritos e diplomatas sobre a dimensão do projecto e a sua importância no contexto regional e internacional.
Em 2013, Mbanza Congo tornou-se no primeiro Centro Histórico Nacional, um dos pressupostos indispensáveis quando se tem como meta a integração na lista do património mundial da UNESCO.
A ministra da Cultura anunciou, igualmente, que uma outra área que vai ser considerada património nacional e, posteriormente, universal é a Igreja Metodista Unida, situada na localidade do Quéssua, província de Malanje. O governador de Malanje, Norberto dos Santos, disse,  na ocasião,  que  vai trabalhar em colaboração com o Ministério da Cultura para a concretização dos projectos de índole cultural como a edificação do museu e o memorial dos mártires da repressão colonial, em Teka dya Kinda, no município do Quela. Fazem parte dos projectos do Governo Provincial de Malanje, o memorial dos reis dos Ndongo e da Matamba, em Ndala Samba, município de Marimba, local onde  se encontram os túmulos do rei Ngola Kiluanji e da rainha Njinga Mbandi.

Empenho  dos Adidos

Aproximidade e pró-actividade dos adidos culturais para melhor divulgar o produto nacional no exterior é a orientação feita, pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, aos diplomatas que respondem pela vertente cultural nas embaixadas angolanas. Falando num encontro com os diplomatas que estiveram no país, para participar no IV Conselho Consultivo Alargado, Carolina Cerqueira afirmou que o processo de divulgação da cultura e dos criadores angolanos requer uma intervenção mais activa dos adidos.
Adiantou que essas acções devem estar sempre enquadradas no conjunto da agenda cultural do Ministério da Cultura, para se promover a cultura através das contribuições do marketing cultural e de valências que não acarretam custos.
Carolina Cerqueira recomendou um maior reforço no domínio do intercâmbio nas áreas da formação artística, bem como no tratamento de informações sobre Angola.
Durante o encontro de trabalho, os adidos apresentaram um resumo da vida cultural nos países em que estão, as agendas culturais e as actividades desenvolvidas ao longo do ano, todas sob a coordenação directa dos embaixadores angolanos das missões diplomáticas. 
Entre as necessidades prioritárias, os adidos culturais citaram a criação de bibliotecas, casas culturais e material publicitário sobre Angola, para se dar resposta aos pedidos de colégios e universidades. 
Por seu turno, a directora do Gabinete de Intercâmbio do Ministério da Cultura, Suzana Sousa, esclareceu  sobre os acordos bilaterais entre Angola e os países em que estão inseridos. O encontro teve a participação  dos adidos em Cuba, Madalena Almeida, França, Nicásia Casimiro Matias Pesle, São Tomé e Príncipe, António Pascoal Fortunato, Portugal, Luandino de Carvalho, Espanha, Adriano Mixinge, Guiné-Bissau, David Mário; Namíbia, Chana de Aragão, e na Bélgica, João Inglês, que  participaram de 4 a 6 deste mês no IV Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura.

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